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31 de mai. de 2017

Assista e pare de reclamar da sua vida


No mundo corporativo virou jargão dizer que a pessoa precisa "sair da zona de conforto". Neste sentido, há algo mais impressionante do que abandonar sua carreira multi-milionária em Hollywood e ir para o front de batalha numa guerra?

Esta série fantástica, disponível na Netflix, conta a história REAL de 5 aclamados diretores de cinema que alistaram no exército americano para cobrir a 2a Guerra Mundial.

Naquela época não havia Televisão. O rádio era o principal meio de comunicação, mas as pessoas também se informavam através de notícias que passavam nos cinemas, antes dos filmes.

Filmar os acontecimentos da guerra na Europa e mostrar ao público norte-americano foi fundamental para conscientizar a população de que algo a mais precisava ser feito para deter Hitler e sua marcha de destruição.

Eu sempre tive uma tendência natural a enxergar mais o copo meio cheio. Talvez isso esteja ligado ao fato de que desde de criança me apaixonei pelas aulas de História e fazia comparações da realidade atual com o passado. 

Como seria o mundo hoje se a Alemanha Nazista tivesse ganho a guerra?

Aprendendo com os erros do passado, podemos ressignificar o presente e planejar para um futuro melhor. Isso vale para um indivíduo, uma equipe, uma organização, um país.

Assista esta série de 3 capítulos.

Você terá uma perspectiva diferente dos problemas atuais do Brasil e do mundo. 

Sim, há muitos problemas, mas também inúmeras oportunidades. Nada que se compare ao que aconteceu na Segunda Guerra Mundial.

23 de mai. de 2017

Será que nosso país está tão mal assim?

Quando foi que começamos esta guerra ideológica entre coxinhas e mortadelas?

Quando ficamos cegos para a visão de longo prazo (se é que um dia a tivemos) e passamos a pensar somente na política do dia de amanhã?

O debate político está muito superficial, no Brasil e no mundo. Vide os acontecimentos políticos recentes nos EUA, Venezuela, França, Rússia, somente para citar alguns países.

Precisamos começar a elevar o nível do debate e uma das melhores maneiras de fazer isso é analisar as conquistas com uma lente histórica. 

Quando olhamos para o Brasil dos últimos 12 meses, parece um caos. Mas que tal olharmos para o Brasil dos últimos 30 anos?

Procurei fazer esta análise em meu vídeo anterior: afinal, será que o Brasil melhorou ou piorou nas últimas décadas? Clique aqui para acessar.

Agora, que tal compararmos o Brasil com os 20 maiores países do mundo em população? Como será que o Brasil se sai neste ranking?


10 de mai. de 2017

Afinal, o Brasil melhorou ou piorou nas últimas décadas?

Uma visão acima do debate superficial coxinhas x mortadelas, tucanos x petistas.

Vamos elevar o nível do debate, construir propostas e atuar como agentes de transformação para um país melhor.

A mudança começa em nós. Em nossa conduta ética e construtiva.


2 de abr. de 2017

Abraçando a diversidade

Nas últimas duas semanas estive na Ásia, a trabalho. 

Passei por Tailândia (Bangkok) e China (Pequim, Nanjing e Xangai).

Para um ocidental, a diversidade de credos, línguas e costumes chama muito a atenção. 

Em Bangkok, pude notar que o país ainda está velando a morte do Rei, ocorrida em Outubro de 2016. Muitas pessoas nas ruas vestem apenas branco e preto. Vários estabelecimentos comerciais (inclusive marcas internacionais) tem o busto do rei com flores.

Em geral o Tailandês demonstra grande simpatia e muitos sorrisos, motivo pelo qual o país também é chamado de terra dos sorrisos.

Imagine encontrar em uma mesma avenida prédios super modernos e cortiços. Bem vindo a Bangkok, uma cidade com muita vida e um trânsito caótico!

Em relação a China, fiquei com um viés de ter visitado 3 das maiores cidades. Tenho certeza que o interior da China é muito diferente. Mas de forma geral, por Pequim, Nanjing e Xangai me parece um país tão ou mais capitalista do que qualquer um do mundo Ocidental.

Percebemos logo de cara os benefícios e a as mazelas de um governo único e centralizador. O planejamento urbano e a limpeza impressionam. Pequim e Xangai me pareceram mais limpas e organizadas do que Nova York ou Paris.

Por outro lado, sempre me recordo que a China é uma ditadura. Esqueçam Google, Facebook ou Twitter.  Esqueçam críticas ao governo.

Em um tour com uma guia local, acabamos falando sobre política. Fiquei curioso em saber como era a vida dos seus avós e pais. Queria entender como foi a transição para o governo comunista, em 1949. A guia nos contou que sua família tinha uma fábrica e um certo dia o governo confiscou e colocou seus parentes, que eram os donos da fábrica, para trabalhar de empregados. Segundo ela o comunismo hoje na China é apenas uma propaganda para manter a elite política no poder. 

Me pareceu uma análise bem realista.

É muito fácil apenas julgar um país e seu modo de vida como certo ou errado, bom ou ruim. Mas se queremos de fato abraçar a diversidade de culturas, visões de mundo e costumes em nossa vida, precisamos ir além.

Entender o mundo do outro, sem pré-julgamentos em última instância nos leva a conhecer melhor sobre quem somos e sobre qual nosso papel no mundo.

Que possamos cada vez mais viajar, conhecer novas referências e nos engajar na construção de um mundo realmente diverso. Em nossas vidas pessoais e profissionais.






4 de fev. de 2017

Cansado de notícias ruins? Veja por que o mundo está melhorando

Sim, o mundo está melhorando.

Apesar do Trump, dos políticos corruptos em qualquer país. 

Apesar das guerras e problemas sociais gravíssimos que ainda persistem. 

Apesar da mídia que insiste em noticiar muito mais as tragédias do que o lado bom do ser humano...

Fatos são fatos. O mundo está melhor hoje do que no passado. 

E irá continuar a melhorar. Faça sua parte :)

15 de jan. de 2017

Está na hora de rever suas crenças limitantes



Este post utiliza como base teórica o livro "Liminal Thinking", um dos melhores que li nos últimos anos. Acesse aqui para um comentário mais detalhado sobre este livro.

O livro nos guia numa jornada para desafiar nossas crenças sobre quem somos e sobre como é o mundo ao nosso redor. Quem já fez terapia (principalmente terapia cognitiva) irá se identificar muito com esta publicação.

Ao longo da nossa vida vamos cristalizando algumas crenças que limitam nosso potencial individual e coletivo.

"Não terei sucesso na minha carreira"

"O Brasil nunca dará certo"


Eis dois exemplos de crenças limitantes. A primeira no nível individual e a segunda no nível coletivo.

Como o autor Dave Gray demonstra no livro "Liminal Thinking", há uma grande chance de que muitas das nossas crenças estejam erradas. Isso por que as crenças são formadas a partir de nossas experiências com a realidade e das teorias e julgamentos que fazemos sobre estas experiências.

Assim, a crença "não terei sucesso na minha carreira", pode ter surgido a partir de uma experiência pontual, por exemplo a pessoa foi demitida de seu primeiro emprego após trabalhar na empresa por apenas 6 meses.

Depois disso, a pessoa cria uma teoria para explicar por que foi demitido. Exemplo: "o mundo corporativo é político. Não são os melhores que sobrevivem. São os mais políticos. Como eu não sei fazer política, não terei sucesso em minha carreira."

Assim, a crença "não terei sucesso em minha carreira" está formada.

Uma vez consolidada, a tendência é que a pessoa utilize fatos pontuais que acontecerem no futuro para reforçar a crença. Assim, sempre que a pessoa tiver insucesso em novas tentativas profissionais, há o reforço: "tá vendo, nesta empresa é só política! Você não leva jeito para uma carreira corporativa!".

Não significa que todas as nossas crenças estão erradas...Mas não custa nada de tempos em tempos desafiar e revê-las. No caso desta história em particular, rever a crença pode fazer com a pessoa:

a. Entenda que nem todas as empresas são políticas. Há empresas em que o mais importante é a performance;

b. Desenvolva habilidades para ser mais política em algumas situações pontuais.


Transformar crenças limitantes em crenças em crenças saudáveis nos permite enxergar um novo mundo de oportunidades e a continuar a trilhar o caminho do desenvolvimento (individual e coletivo).

26 de nov. de 2016

Frases que entraram para a história

Washington DC possui espaços públicos sensacionais e que ficam em uma grande área conhecida como National Mall, um parque entre as principais atrações políticas e históricas da cidade, como a Casa Branca, o Congresso e o Memorial Lincoln.

No National Mall também ficam os memoriais do ex-presidente Franklin Roosevelt e do ativista Martin Luther King. Foi nestes espaços que encontrei estas belíssimas frases, ainda muito atuais.

Franklin Roosevelt





Martin Luther King Jr.



15 de out. de 2016

Um outro olhar sobre a política do Brasil


Insisto que o velho complexo de vira-lata do brasileiro nos acompanha em diversos momentos e muitas vezes nos faz ser mais negativos do que o necessário com tudo o que existe no Brasil. 

O que dizer do nosso sistema político e das eleições? Creio que 10 em cada 10 brasileiros só enxergam problemas neste tópico.

Mas nada melhor do que viver uma experiência em outro país, para poder olhar para nosso Brasil com outros olhos.

Tenho acompanhado de perto e vivido as eleições para presidente nos Estados Unidos. 

Alguns fatos que saltam aos olhos:

- Não há tempo máximo para uma campanha presidencial. Hillary e Trump lançaram suas candidaturas a mais de 1 ano atrás

- Há muita propaganda dos dois candidatos na TV e meios de comunicação em geral, muito mais do que no Brasil

- Certos canais, como a CNN parecem viver de eleições para presidente, 24 horas por dia. A 45 dias das eleições, estes canais só falam disso, o tempo todo

- Tivemos 2 debates para presidente até o momento. Somente o candidato republicano e o democrata participaram (um candidato independente só pode participar se tiver no mínimo 15% dos votos em pesquisas nacionais)

- Desde 1869, todos os presidentes dos EUA pertenceram aos partidos Republicano e Democrata

- Pesquisas atuais indicam que cerca de 60% dos americanos não gostam de Hillary nem de Trump


Basta ler e fazer sua própria análise. Lembre-se que tudo o que citei acima são fatos e não interpretações. 

Boa reflexão sobre as virtudes e mazelas do sistema democrático em um país muito diferente do Brasil em certos aspectos mas que também possui um território e uma população substancial.

Vejo a Democracia como um sistema vivo e que para funcionar de maneira saudável, precisa evoluir e se reinventar. 

Qual tem sido o seu papel para ajudar o sistema político a evoluir?

10 de ago. de 2016

O maior legado da Rio-2016



Diversidade cultural. Algo tão belo e tão subutilizado. Imagine o quanto aprendemos com um estrangeiro quando partimos de uma simples premissa: nenhum povo é melhor do que outro, nenhum país é melhor do que outro. Somos apenas diferentes.

Participo com frequência de cursos, reuniões e projetos entre brasileiros e estrangeiros. Estes fóruns são sempre um grande aprendizado sobre a riqueza da diversidade cultural.

Os brasileiros em reuniões de negócio geralmente demonstram uma grande capacidade de relacionamento. São muito simpáticos, amáveis. Características que fazem parte da alma e do melhor do nosso povo.

Por outro lado, algo muito, mas muito comum, é ver brasileiros criticando seu próprio país. Uma cena que se repete: durante o almoço surge o tema política e os brasileiros pintam um quadro de um país devastado. A mensagem de fechamento é quase sempre a mesma: "este país não tem jeito, nunca seremos primeiro mundo".

Esta atitude de crítica em excesso, de muitas vezes só enxergar o "copo meio vazio", está muito presente em nossa cultura.

Nélson Rodrigues, já nos anos 1950, formulou a tese: "Por complexo de vira-lata entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima."

Semana passada tivemos a maravilhosa cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016. Uma festa que ficou marcada pela inovação e alegria, marcas registradas do Brasil. Mostramos ao mundo que o Brasil sabe fazer uma cerimônia em alto nível.

De tempos em tempos surgem eventos, pessoas, acontecimentos que nos desafiam a rever nosso complexo de vira-lata. Pelé e Ayrton Senna, só para citar dois ídolos, sempre trabalharam para estar no lugar mais alto do pódio.

Que os Jogos de 2016 deixem um grande legado para o Rio de Janeiro. Mas acima de tudo, um legado para a alma brasileira: acreditar e realizar nosso potencial. Os brasileiros não são melhores do que ninguém mas também não são piores...

16 de jul. de 2016

Cidades que Respondem


Muito bacana a iniciativa do site Change.org de criar uma plataforma unificada para fazermos abaixo-assinados por cidade.

Em breve todas as capitais do Brasil estarão na página.

A Democracia é um sistema em permanente evolução. A organização da sociedade para cobrar a classe política todos os dias do ano e não apenas em períodos eleitorais, é fundamental para termos cidades melhores.

Participe, divulgue, faça sua parte!

#CidadesQueRespondem


27 de jun. de 2016

Coragem

Um palavra para definir o jornalista italiano Roberto Saviano: coragem.

Ele teve a coragem de escrever sobre a máfia italiana. Seu livro Gomorra se tornou um best-seller mundial.

Nesta entrevista ele compartilha sua jornada.

Que o mundo seja feito de mais pessoas como Saviano.

22 de jun. de 2016

A nova revolução?


Qual será a próxima grande revolução?

Teremos um novo produto que irá mudar nossa vida? Será um novo iPhone, um novo computador?

Eu acredito e muito no potencial do Ser Humano.

Pense em como será o mundo no dia em que todos consigam descobrir seus talentos e os colocar a serviço de um mundo melhor!

A próxima grande revolução por um mundo melhor virá de várias fontes: ciência, tecnologia, saúde, educação, mas principalmente de uma nova Cidadania. Uma nova forma de enxergar nossa relação com o mundo, com nosso país, com nossa cidade, com nossa comunidade.

E a revolução já começou!

Brasil e mundo afora, temos praças e espaços públicos sendo cuidados e remodelados por pessoas comuns. Pessoas que cansaram de esperar os políticos fazerem algo...

Há muitos exemplos. Olhe este aqui:

Moradores fazem ponte 50 vezes mais barata do que a do governo.


A revolução por uma nova política, uma nova forma de exercer nossa Cidadania já começou. Vamos juntos?

21 de mai. de 2016

Ele está de volta (espero que não)

Um filme assustador que mistura ficção com realidade. Algumas cenas são feitas com cidadãos alemães (não atores) e isso é o que mais chama a atenção.

Hitler ressurge na Alemanda do século XXI. Como você acha que as pessoas irão reagir?


Um filme que mostra o quanto a evolução da consciência e da Democracia ainda é um processo...Um processo lento no Brasil e em todo o mundo...

Que possamos sempre valorizar as conquistas da Democracia e lutar por um mundo melhor, começando sempre por nossa transformação interior.

"Ele está de Volta" está disponível no Netflix.

7 de mai. de 2016

Um debate de ideias

Em tempos de Fla-Flu na política brasileira, precisamos reconhecer quando alguém propõe um debate de ideias.

Um simples debate de ideias, que ajude a construir caminhos e soluções para o futuro do Brasil.

Afinal, por mais que possamos simpatizar com uma ou outra corrente política, nenhum partido, nenhuma ideologia é dono da verdade absoluta. 

O Brasil só tem a ganhar com mais Democracia, mais diálogo, mais pontes entre os opostos.

Parabéns à Folha pela organização deste debate.


2 de abr. de 2016

Segredos Revelados

Em tempos de radicalismo político, Spotlight - Segredos Revelados é uma bela lição dos benefícios de uma imprensa livre e democrática.

O jornalismo investigativo feito por um time de jornalistas do Boston Globe, entre 2001 e 2002 levou à denúncia de milhares de casos de pedofilia praticada por padres da igreja católica. 

A Democracia não é um sistema estático. Ela pode evoluir. E a mídia livre para investigar é um dos fatores essenciais para esta evolução.


5 de mar. de 2016

O que está por trás das crises do Brasil?

Há uma crise econômica e uma crise política/ética em nosso país.

Mas quais as oportunidades que estas crises trazem? Numa leitura mais profunda, por que estas crises estão surgindo?

O que precisamos mudar em nós como indivíduo e como sociedade?

18 de fev. de 2016

O grande responsável pelos problemas do Brasil sou eu, você, todos nós


Gostei muito do texto a seguir.

Concordo com quase tudo que foi dito. Para quem já morou fora do Brasil e pode olhar nosso país de forma neutra, estas palavras vão significar muito.

A síntese é algo que tenho defendido nos últimos anos: o grande responsável pelos problemas do Brasil sou eu, você, todos nós.

Sim, a classe política tem culpa mas os políticos nada mais são do que um reflexo do povo brasileiro. Como imaginar que os deputados são corruptos e o povo honesto?

Os políticos são corruptos e o povo brasileiro é corrupto.

Sim, avançamos muito nos últimos 30 anos:

1. Estamos vivendo o maior período democrático da história do Brasil!
2. A distribuição de renda melhorou
3. A educação melhorou
4. A saúde melhorou
5. O tecnologia trouxe avanços incríveis

E muito mais!

Só que ainda falta muito, muito mesmo para sermos um país desenvolvido.

A começar por uma mudança profunda de cultura, mentalidade, hábitos...

O jeitinho brasileiro precisa acabar!

E por mais que o texto a seguir seja crítico, não podemos nos esquecer dos avanços incríveis dos últimos 30 anos e de que esta nova consciência já começou a surgir na sociedade e nos indivíduos.


Uma Carta Aberta ao Brasil
Mark Manson

Querido Brasil,

O Carnaval acabou. O “ano novo” finalmente vai começar e eu estou te deixando para voltar para o meu país.

Assim como vários outros gringos, eu também vim para cá pela primeira vez em busca de festas, lindas praias e garotas. O que eu não poderia imaginar é que eu passaria a maior parte dos 4 últimos anos dentro das suas fronteiras. Aprenderia muito sobre a sua cultura, sua língua, seus costumes e que, no final deste ano, eu me casaria com uma de suas garotas.

Não é segredo para ninguém que você está passando por alguns problemas. Existe uma crise política, econômica, problemas constantes em relação à segurança, uma enorme desigualdade social e agora, com uma possível epidemia do Zika vírus, uma crise ainda maior na saúde.

Durante esse tempo em que estive aqui, eu conheci muitos brasileiros que me perguntavam: “Por que? Por que o Brasil é tão ferrado? Por que os países na Europa e América do Norte são prósperos e seguros enquanto o Brasil continua nesses altos e baixos entre crises década sim, década não?”

No passado, eu tinha muitas teorias sobre o sistema de governo, sobre o colonialismo, políticas econômicas, etc. Mas recentemente eu cheguei a uma conclusão. Muita gente provavelmente vai achar essa minha conclusão meio ofensiva, mas depois de trocar várias ideias com alguns dos meus amigos, eles me encorajaram a dividir o que eu acho com todos os outros brasileiros.

Então aí vai: é você.

Você é o problema.

Sim, você mesmo que está lendo esse texto. Você é parte do problema. Eu tenho certeza de não é proposital, mas você não só é parte, como está perpetuando o problema todos os dias.

Continue a ler o texto aqui.

28 de nov. de 2015

Por que o Brasil de hoje lembra a Inglaterra dos anos 60

Gosto muito de textos provocadores. Neste caso confesso que num primeiro olhar mais discordei do que concordei...Mas depois fui digerindo o conteúdo e tendo novos insights...

Acho que este é o ganho de uma boa provocação: nos tirar da zona de conforto. E isso é incrível para ampliar nossa visão, trazer novas perspectivas.

Quem não provoca e não se deixa provocar acaba se acomodando. E comodismo é um perigo tanto em termos profissionais quanto pessoais...

Quais os melhores textos, filmes, livros, frases provocadoras que você ouviu recentemente?


Minha primeira geladeira e por que o Brasil de hoje lembra a Inglaterra dos anos 60


Acho que nasci com alguma parte virada para a lua. Chegar ao mundo na Inglaterra em 1965 foi um golpe e tanto de sorte. Que momento! The Rolling Stones cantavam I Can’t Get no Satisfaction, mas a minha trilha sonora estava mais para uma música do The Who, Anyway, Anyhow, Anywhere.

Na minha infância, nossa família nunca teve carro ou telefone, e lembro a vida sem geladeira, televisão ou máquina de lavar. Mas eram apenas limitações, e não o medo e a pobreza que marcaram o início da vida dos meus pais.

Tive saúde e escolas dignas e de graça, um bairro novo e verde nos arredores de Londres, um apartamento com aluguel a preço popular – tudo fornecido pelo Estado. E tive oportunidades inéditas. Fui o primeiro da minha família a fazer faculdade, uma possibilidade além dos horizontes de gerações anteriores. E não era de graça. Melhor ainda, o Estado me bancava.

Olhando para trás, fica fácil identificar esse período como uma época de ouro. O curioso é que, quando lemos os jornais dessa época, a impressão é outra. Crise aqui, crise lá, turbulência econômica, política e de relações exteriores. Talvez isso revele um pouco a natureza do jornalismo, sempre procurando mazelas. É preciso dar um passo para trás das manchetes para ganhar perspectiva.

Será que, em parte, isso também se aplica ao Brasil de 2015?

Não tenho dúvidas de que o país é hoje melhor do que quando cheguei aqui, 21 anos atrás. A estabilidade relativa da moeda, o acesso ao crédito, a ampliação das oportunidades e as manchetes de crise – tudo me faz lembrar um pouco da Inglaterra da minha infância.

Por lá, a arquitetura das novas oportunidades foi construída pelo governo do Partido Trabalhista nos anos depois da Segunda Guerra (1945-55). E o Partido Conservador governou nos primeiros anos da expansão do consumo popular (1955-64). Eles contavam com um primeiro-ministro hábil e carismático, Harold Macmillan, que, em 1957, inventou a frase emblemática da época: "nunca foi tão bom para você" ("you’ve never had it so good", em inglês).

É a versão britânica do "nunca antes na história desse país". Impressionante, por sinal, como o discurso de Macmillan trazia quase as mesmas palavras, comemorando um "estado de prosperidade como nunca tivemos na história deste país" ("a state of prosperity such as we have never had in the history of this country", em inglês).

Macmillan, "Supermac" na mídia, era inteligente o suficiente para saber que uma ação gera uma reação. Sentia na pele que setores da classe média, base de apoio principal de seu partido, ficaram incomodados com a ascensão popular.

Em 1958, em meio a greves e negociações com os sindicatos, notou "a raiva da classe média" e temeu uma "luta de classes". Quatro anos mais tarde, com o seu partido indo mal nas pesquisas, ele interpretou o desempenho como resultado da "revolta da classe média e da classe média baixa", que se ressentiam da intensa melhora das condições de vida dos mais pobres ou da chamada "classe trabalhadora" ("working class", em inglês) na Inglaterra.

Em outras palavras, parte da crise política que ele enfrentava foi vista como um protesto contra o próprio progresso que o país tinha alcançado entre os mais pobres.

Mais uma vez, eu faço a pergunta – será que isso também se aplica ao Brasil de 2015?

Alguns anos atrás, encontrei um conterrâneo em uma pousada no litoral carioca. Ele, já senhor de idade, trabalhava como corretor da bolsa de valores. Me contou que saiu da Inglaterra no início da década de 70, revoltado porque a classe operária estava ganhando demais.

No Brasil semifeudal, achou o seu paraíso. Cortei a conversa, com vontade de vomitar. Como ele podia achar que suas atividades valessem mais do que as de trabalhadores em setores menos "nobres"? Me despedi do elemento com a mesquinha esperança de que um assalto pudesse mudar sua maneira de pensar a distribuição de renda.

Mais tarde, de cabeça fria, tentei entender. Ele crescera em uma ordem social que estava sendo ameaçada, e fugiu para um lugar onde as suas ultrapassadas certezas continuavam intactas.

Agora, não preciso nem fazer a pergunta. Posso fazer uma afirmação. Essa história se aplica perfeitamente ao Brasil de 2015. Tem muita gente por aqui com sentimentos parecidos. No fim das contas, estamos falando de uma sociedade com uma noção muito enraizada de hierarquia, onde, de uma maneira ainda leve e superficial, a ordem social está passando por transformações. Óbvio que isso vai gerar uma reação.

No cenário atual, sobram motivos para protestar. Um Estado ineficiente, um modelo econômico míope sofrendo desgaste, burocracia insana, corrupção generalizada, incentivada por um sistema político onde governabilidade se negocia.

A revolta contra tudo isso se sente na onda de protestos. Mas tem um outro fator muito mais nocivo que inegavelmente também faz parte dos protestos: uma reação contra o progresso popular. Há vozes estridentes incomodadas com o fato de que, agora, tem que dividir certos espaços (aeroportos, faculdades) com pessoas de origem mais humilde. Firme e forte é a mentalidade do: "de que adianta ir a Paris para cruzar com o meu porteiro?".

Harold Macmillan, décadas atrás, teve que administrar o mesmo sentimento elitista de seus seguidores. Mas, apesar das manchetes alarmistas da época, foi mais fácil para ele. Há mais riscos e volatilidade neste lado do Atlântico. Uma crise prolongada ameaça, inclusive, anular algumas das conquistas dos últimos anos. Consumo não é tudo, mas tem seu valor. Sei por experiência própria que a primeira geladeira a gente nunca esquece.

* Tim Vickery é colunista da BBC Brasil e formado em História e Política pela Universidade de Warwick

14 de nov. de 2015

O problema não é o sistema, é o indivíduo


É muito fácil culpar o sistema.

“O governo é o problema”.

“A empresa é atrasada, burocrática, não inova em nada”.

“Este país não vai para frente”.

Por mais óbvio que seja, esquecemos que governos, empresas, qualquer organização é feita de pessoas.

Sistemas são apenas o reflexo do indivíduo.

Se o sistema é corrupto, é por que os indivíduos são corruptos. Isso é uma realidade em qualquer lugar do mundo mas parece que nós brasileiros temos uma dificuldade ainda maior em aceitar.

Pegue por exemplo o sistema político brasileiro. É claro que há problemas, ineficiências, distorções...

Mas, imagine comigo o seguinte cenário: vamos manter o sistema político do Brasil absolutamente igual. Mesmos partidos, mesmo sistema de financiamento, mesmo sistema de voto, tudo igual.

Se conseguíssemos mudar apenas uma coisa, chamada acabar com a corrupção, quanto nosso país poderia melhorar?

Pense em todas as escolas que seriam construídas ou reconstruídas com o dinheiro roubado.

Pense em quanto poderíamos aumentar o salário dos professores com o dinheiro roubado.

E o que dizer do investimento em inovação? Que tal investir 1000x mais do que fazemos atualmente, só com uma parte do dinheiro roubado?

Só quando cada vez mais pessoas estiverem em um novo estado de consciência, no qual levar vantagem, praticar qualquer ato de corrupção, seja inaceitável é que uma mudança maior irá ocorrer.

A mudança começa dentro de cada um de nós.

Isso vale para a corrupção no Brasil.

Vale para os atos terroristas ao redor do mundo.


#prayforparis

7 de abr. de 2015

Um artista político


Ai Weiwei é um dos artistas mais em evidência na atualidade. Ele próprio se define como um designer, embora seja mais lembrado recentemente como um opositor ao regime ditatorial chinês.

O documentário Ai Weiwei: The Fake Case (o caso de ai weiwei disponível no excelente canal Arte 1), mostra seu sofrimento: acusado de sonegação de impostos (uma farsa criada pelo governo), vivendo em prisão domicilar, constantemente vigiado, sufocado, traumatizado...

Weiwei passou 3 meses preso e ao sair decidiu criar uma exposição para retratar seu dia a dia na prisão. Imagens que traduzem a crueldade de uma ditadura valorizada por seu crescimento econômico. Como se uma grande economia fosse capaz de apagar as injustiças criadas por um sistema político atrasado e desumano.


O mundo precisa de mais gente como Ai Weiwei. Um guerreiro que não desiste da luta por uma China democrática!