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10 de fev. de 2021

Liberdade para viver em Paz

Estudei Psicologia Positiva em 2011 em Oxford, Inglaterra e por isso lancei meu curso no Udemy, que hoje está com quase 15 mil alunos.

Mais do que Felicidade e Bem Estar, tenho pensado muito ultimamente em LIBERDADE. Liberdade para ser o que a gente É. Liberdade para se livrar do julgamento dos outros. Liberdade para se livrar o vício em telas (passamos horas e horas atrás de uma TV, um celular ou laptop). Liberdade para viver no momento presente e apreciar as coisas simples da vida.

Liberdade financeira. Liberdade do consumismo. Liberdade das crenças que me fazem mal e que não me servem mais. Liberdade dos relacionamentos tóxicos.

LIBERDADE para Viver em Paz!

Por isso, criei um curso online, gratuito, de 14 aulas, disponível no meu canal no Youtube. Basta você entrar lá, se inscrever no canal e acessar os vídeos. Acessa aqui: www.youtube.com/danieldsantos

Serei muito GRATO a VOCÊ se puder indicar meu canal a seus amigos no WHAT´S APP e no FACEBOOK. Não ganho 1 centavo com este canal. Faço por amor, gratidão a tudo aquilo que a vida me proporcionou e por aprender com vocês, afinal uma das melhores formas de aprender é ensinar.

Grande abraço e muita paz.

Daniel Santos – contact@danieldsantos.com
Visite www.danieldsantos.com/portugues
Te vejo no Twitter @DanielSantos80

26 de ago. de 2017

Tenho que ser feliz o tempo todo?


Uma confusão muito comum quando falamos de Psicologia Positiva, é a noção de que precisamos ser felizes o tempo todo.

Esta noção de que viver feliz 100% do tempo é a meta está errada. E a Psicologia Positiva não defende esta visão.

Os momentos de dificuldade, sofrimento, tristeza, são fundamentais para criar mudança nas diversas áreas da nossa vida (família, carreira, projetos pessoais).

Felicidade e tristeza são opostos que se complementam. Um não existe sem o outro.

Se você estiver agora lendo este texto e passando por um momento de dificuldade, se entregue, aceite esta situação como uma oportunidade de aprendizado, de mudança na sua vida.

Estes dias escutei uma linda história.

Em uma região rural dos Estados Unidos, um fazendeiro observa a reação dos seus animais cada vez que uma tempestade aparece.

As vacas fogem da tempestade para o lado oposto. Como são lentas e correm contra a tempestade, elas acabam ficando mais tempo dentro da tempestade.

Os búfalos, por outro lado, correm em direção a tempestade. E acabam ficando menos tempo dentro dela...

Que bela analogia para nossa vida. Será que você está correndo contra ou em direção a tempestade?

A coragem de aceitar e aprender com as dificuldades vai te deixar menos tempo no meio do furacão.

Novos momentos de calmaria virão, até que surja uma nova tempestade...

3 de ago. de 2017

Uma razão por dia para ser grato


Todos temos nossos dias de altos e baixos. E não há mal nenhum nisso.

Mundo perfeito só existe no Facebook

Aqui, no mundo real, há pessoas que expressam seu melhor hoje e no dia seguinte sofrem. Pessoas confiantes hoje e frágeis amanhã. Pessoas lutando para colocar seu foco no momento presente e atormentadas pelos seus medos.

No mundo real também temos esta tendência de enxergar o copo mais vazio do que cheio...Olhar mais para o que está faltando do que agradecer pelo que já temos.

A verdade é uma só: somos imperfeitos. E afinal, o que há de errado nisso?

É por isso que a Psicologia Positiva tem dado um novo impulso ao Desenvolvimento Humano, em praticamente todas as áreas: negócios, educação, saúde, vida pessoal. A Psicologia Positiva aceita que somos imperfeitos e que o caminho por uma vida por mais Bem Estar está muito mais em maximizar nossos potenciais do que em sempre querer corrigir nossas fraquezas.

Eu sou uma pessoa que vivo no mundo real (apesar de ser usuário do Facebook e outras mídias sociais :)

E como muitos também tenho meus dias de olhar o copo mais vazio do que cheio. E foi por isso que decidi comprar uma caixinha de gratidão. Agora ela fica no meu escritório e todos que passam por lá podem tirar um cartão. Cada cartão tem uma mensagem que nos leva a agradecer pelas pequenas coisas da vida através de frases como estas:



"Não temos que nos levar tão a sério."

"Fomos capazes de aprender algumas coisas ao longo dos anos."

"Podemos nos reinventar - um pouco."


É incrível como "criar contexto", colocar objetos nos lugares certos na nossa casa, escritório, tem um poder imenso de nos relembrar algumas coisas...Acho que a caixinha funciona exatamente assim.

Se você quiser comprar, está no site da School of Life, que aliás possui uma sede em São Paulo, com ótimos cursos. Aproveite.

31 de jul. de 2017

2 TEDs que me fizeram pensar na loucura que é nossa vida atual


Escuto histórias e mais histórias de pessoas gastando milhões para comprar uma casa, fazendo uma dívida enorme por 20-30 ou mais anos. 

Será que esta casa dos sonhos vai te trazer a tão desejada felicidade?

Ou será que vai te deixar ainda mais sozinho e centrado nos seus próprios objetivos, sonhos, problemas, no seu próprio ego?

Sim, acho que há sempre um ponto de equilíbrio. Conheço muitas e muitas pessoas que tem a casa própria e uma vida super equilibrada, são em geral felizes, tem qualidade de vida. E também conheço pessoas assim que optaram por morar de aluguel.

Ter ou não a casa própria não é o que nos faz feliz ou infeliz.

Mas confesso que estes dois TEDs que assisti hoje me fizeram pensar na relação em até que ponto estamos nos matando para trabalhar, comprar uma casa enorme a um custo surreal e estamos vivendo cada vez mais centrados em nós, sozinhos...

Se você ainda não ouvi, vai escutar falar sobre este conceito: co-housing. Já imaginou se alguns espaços da sua casa fossem privativos e outros compartilhados?

Saiba mais nos vídeos a seguir (com legenda em Português) e até que ponto viver em casas compartilhadas pode nos fazer ter uma vida melhor.

17 de mai. de 2017

Um exercício para seu dia (HOJE) ser mais leve


Que tal colocar mais energia no AGORA ao invés do FUTURO?

Os resultados não são um fim em si mesmo. São apenas a consequência do que somos e fizemos hoje.

A magia da vida aparece quando começamos a praticar a melhor versão de nós HOJE.


Um exercício para você:

- Passe 1 dia, apenas 1 dia sem pensar no futuro.

- Apenas esteja no momento presente.

- Se entregue a esta experiência e anote no seu caderninho de autoconhecimento como foi seu dia inteiramente vivendo no agora.

22 de mar. de 2017

Sintonize com suas emoções positivas

Quem não gosta de uma música em alto e bom som para dar aquela despertada?

Despertar nossas emoções positivas é um dos componentes essenciais de uma vida melhor. Algumas técnicas simples, como criar uma playlist de músicas, vídeos, fotos que te "puxam para cima" faz a diferença.

Clique aqui para se inscrever no curso online de Psicologia Positva e saber mais.

Aumenta o som :)


1 de fev. de 2017

Mais uma história de redenção


Um filme diferente mas num certo sentido muito parecido com meu post anterior.

"Um novo despertar" pode ser confundido com a vida real e conturbada do ator Mel Gibson. Talvez até por esta semelhança, ele faz uma grande interpretação. 

Gibson é um executivo com depressão. Sua vida familiar está naufragando, sua empresa idem. Quando o fim parecia ser o único caminho, ele encontra um boneco em forma de castor, com quem começa a conversar...

Uma história maluca e que traduz muito dos nossos dilemas atuais: nossa dificuldade em falarmos com o coração e realmente nos aprofundarmos nos relacionamentos com os outros.

A exemplo de "Não olhe para trás", este filme é outro que tem a coragem de mostrar o sofrimento, os altos e baixos que toda jornada de autoconhecimento requer. Por isso mesmo vale a pena o tempo investido.

22 de jan. de 2017

Pensadores que você precisa conhecer

Mais uma nova série de vídeos no canal do Pessoas e Talentos no Youtube.

Pensadores que você precisa conhecer. Pessoas que estão fazendo a diferença no mundo através de seu trabalho. Em vídeos curtos vou indicar livros, filmes, sites e comentar sobre as teorias. 

Fique ligado!

Segue o primeiro vídeo sobre Martin Seligman, um dos fundadores da Psicologia Positiva.


26 de dez. de 2016

Será que estamos correndo atrás do objetivo errado?


Quantas e quantas vezes traçamos um objetivo único, uma visão, uma meta definitiva sobre nossa vida e ao alcança-la percebemos que não era isso que queríamos...

Sempre acreditei que a jornada é o que vale e não o pote de ouro no final do arco-íris. Mas reconheço que é muito fácil ser seduzido pelo "objetivo final que irá resolver todos os problemas".

Belas reflexões de Jonathan Fields sobre este tema.


Vision Fallacy: are you chasing the wrong thing?
www.jonathanfields.com

Everything great starts with a clear vision…

That’s what we’re told from a young age. Define your endpoint. Make a concrete goal. Know where you’re going before you begin. See it, taste it, smell it, feel it, hear it. This is your vision. Without it, you end up going nowhere. You are doomed to the land of spinning wheels and stuck-ness. Don’t get distracted. Don’t give in. Do not, under any circumstances, waiver from your vision. Just keep your head down. Your job is to outwork, out-grit, out-think and outrun everyone else. Until that vision becomes your reality.

Indeed, this is often what’s necessary to achieve something big. But, there’s a problem. More times than not, that vision is built upon false assumptions. We believe that achieving our vision will make us happier, more fulfilled, confident and content. It will give us a greater sense of power, prestige, respect, authority and connection. And, it may. But, all too often, I does not.

Having sacrificed mightily and endured days, months or even years of fierce labor, and pushing away anything and everything but the vision, we get exactly what we want—we achieve our grand vision—only to find ourselves saying, “huh, I don’t feel like I thought I would.” Then, with alarming frequency, we spiral into the abyss of dismay once we realize how much of our lives we gave up in the name of achieving something that was, in the end, an illusion.

So many times, we end up locking in an endpoint, working fiercely to get there, sacrificing relationships, health, time and a healthy serving of soul in the name of making our visions our reality, only to realize, we don’t actually want what we worked so hard to get once we get it. It doesn’t make us feel the way we thought and hoped it would. It doesn’t solve the problem we wanted solved, or deliver the delight we yearned to experience. Or, even if it does, for some reason, it still leaves us feeling empty, maybe even a little burned-out and numb, instead of full and alive.

I call this “Vision Collapse Syndrome.” I’ve been hit by it (sadly, more times than I care to admit). And, nearly every person I’ve known who strives to make manifest a life of accomplishment, impact and meaning has endured this same phenomenon.

So, how do we avoid Vision Collapse Syndrome?

How do we substantially increase the likelihood that the thing we’re working so hard to attain is actually the thing we’ll truly want, if and when we get it?

Instead of starting with a well-defined vision, end with it. Begin, instead, with values and vectors. Values are, very simply, an expression of what is most important to you. An example might be “family, financial security, love, honesty, service to others.” This is a great starting point, but values become far more actionable when you add a verb or action phrase that allows each value to actually guide your behavior. So, you might expand this list to:

"To be present and engaged in the lives of my partner and children, to earn enough to provide for the day-to-day needs of my family, to save for retirement and pay for the advanced education of my children, to act in a loving way when confronted with difficult situations, to be honest with myself and others with regard to big, critical decisions in life, and to serve families in need."

This statement makes your values actionable, because it is both more granular and it provides context. It also gives you a much better starting place for the creation of any vision. It allows you to better define a vision that reflects what it truly important to you, making it more likely that attaining the vision will actually give you what you want.

Still, there’s one more step, actually a series of steps, we might want to fold into the visioning process. Instead of defining where we want to go up front, what if we let our vision “emerge” out of the data we get from a series of shorter, more discrete experiments that let us test the validity and importance of our vision along the way?

What if we gave ourselves room to learn more, pivot and adapt and remain open to better or different visions along the way? What if we let action and information guide the creation of a vision, rather than often-wrong leaps of faith and assumptions? What if we allowed a trajectory, a validated vector begin to form that told us, “yes, this is it,” BEFORE defining the specifics and committing vast amounts of time and energy to the quest?

The power of an “emergent” vision…

When we create an “emergent vision,” when we allow the endpoint to emerge from a deeper exploration of values and validated vectors, we’re not only far more likely to attain that vision, we are also way more likely to feel the way we thought we’d feel when that vision becomes our reality.

This, by the way, is equally applicable for founders and entrepreneurs, where it’s not just about investing personal time and effort, but also allocating substantial amounts of money, resources and social currency. Before solidifying a granular vision for a venture, product, service or initiative, it is critical to map out your organization’s actionable values, hold lightly onto the general qualities of a vision, and allow the details to emerge out of experiments, information and vectors.

In life, in business, in relationships, the same rule holds true…

Don’t rush the vision.

Spend time on self-discovery and experimentation.

Values and vectors, first.

Then, allow the detailed vision to emerge in a more organic and aligned way.

Something to think about as we all get a bit reflective this time of year, and begin thinking about what we want to create in the year to come.

22 de dez. de 2016

O que te impede de ser seu melhor a cada dia?

Continuar acreditando que só seremos plenos, felizes ou pessoas melhores quando tivermos uma vida futura com A, B ou C condições é continuar vivendo numa ilusão...

A verdade pode doer, mas se deixarmos nosso ego de lado, vamos perceber que:

Nada (a não ser nós mesmos) nos impede de ser nosso melhor a cada dia e de colocar este melhor a serviço do mundo.




Que em 2017:

Sua vida seja repleta de Amor, Paz e Sabedoria.

Que você viva no momento presente.

Que você descubra seus talentos e os coloque a serviço de um propósito nobre.

Que você cultive a melhor expressão do seu ser em cada dia do ano.

19 de dez. de 2016

Filme do mês - Inner Workings

A vida tem suas fases.

Aqui em casa estamos começando a entrar na fase de ir ao cinema com nossa pequena Helena, de 2 anos e meio. Fomos assistir o novo filme da Disney, Moana.

Estes filmes para crianças na verdade são cada vez mais feitos para os adultos. A jornada do herói de Joseph Campbell está presente quase sempre. Se pararmos para olhar com atenção vamos ver que há uma certa profundidade por trás das histórias e que há algo ali que conversa com a nossa realidade.

Adorei o curta-metragem chamado Inner Workings (ainda não sei o título em português), que aparece antes do filme.

Só por isso já vale a pena assistir Moana com seus pequenos.

Não tenho vergonha de dizer que Inner Workings fica sendo o filme do mês, pois demonstra de forma muito bem humorada dilemas de 9 em cada 10 adultos:

- Como ser feliz com as responsabilidades que a vida adulta requer?

- Como tornar o trabalho algo mais leve e divertido?

- Como equilibrar mente e emoção, deixando espaço na vida para curtir o processo ao invés de sempre focar no resultado final?


19 de set. de 2016

Pessoas que valorizam mais o tempo do que o dinheiro são mais felizes...

O que é mais importante? Dinheiro ou tempo?

Interessante pesquisa publicada no jornal The New York Times que discute o assunto.

Pessoas que valorizam mais o tempo do que o dinheiro são mais felizes...



"In our pursuit of happiness, we are constantly faced with decisions both big and small that force us to pit time against money. Of course, sometimes it’s not a choice at all: We must earn that extra pay to make ends meet. But when it is a choice, the likelihood of choosing more time over more money — despite the widespread tendency to do the opposite — is a good sign you’ll enjoy the happiness you seek."

Clique aqui para acessar o texto completo.

11 de set. de 2016

Por uma vida mais leve

Às vezes parece que nossos problemas são sempre criados pelo mundo lá fora.

O chefe é o problema.

A cultura da empresa é o problema.

As metas são o problema.

Os políticos são o problema.

A corrupção é o problema.

O povo é o problema.

O sistema é o problema.


De fato alguns dos pilares do mundo atual tornam nossa vida pessoal e profissional muito mais desafiadora: pressão por resultados de curto prazo, competição desenfreada, consumismo, excesso de demandas...

Precisamos viver de forma mais leve. Para nosso bem e das futuras gerações.


Algumas práticas para te ajudar nesta jornada em busca de uma vida mais leve:

. Meditação: há muitas técnicas à disposição. Basta uma simples busca na web para encontrar. 5-10 minutos por dia já fazem uma grande diferença, depois de algum tempo de prática

. Decida que você não irá trabalhar em alguns momentos: crie sua própria regra e siga. "Nunca irei trabalhar aos finais de semana" é clássica mas às vezes difícil de ser seguida. Mude então para "Não irei ler mais e-mails à noite depois das 19h00", por exemplo

. Viva no momento presente: esta é uma das regras de ouro que sempre aparece quando tema felicidade surge. Um livro que sempre indico é "O Poder do Agora", de Eckhart Tolle

. Pratique esportes: para ser honesto, sempre escutei esta e nunca acreditei muito. Só depois de começar a correr 3 a 4 vezes por semana que percebi o poder imenso que o esporte tem no meu bem estar, bom humor e energia. Fundamental para uma vida melhor

2 de set. de 2016

10 passos para você se ajudar nesta jornada chamada VIDA


Mais um lindo post de um dos meus sites favoritos: Zen Habits.

O mais importante é o momento presente. Isso é o que de fato importa.



Self-Help List


1. Say thank you to everything and everyone, even to your grief and those who frustrate you.

2. Ask how you want to use this gift of a day.

3. See this moment as the most important moment in the world, and don’t wait to be happy.

4. Do every task out of love for someone else, and yourself.

5. To make better habits, put everything you have into small steps. And ask for help.

6. Travel lighter, pack fewer fears.

7. Overcome procrastination by sitting with one task, not letting yourself run from discomfort.

8. One thing at a time.

9. See discomfort as no big deal.

10. Ask yourself how you want to spend your one wild and precious life.

28 de ago. de 2016

Liberdade e Responsabilidade


O discurso de liberdade é muito mais fácil de ser vendido do que o de responsabilidade. Tem muita idealização nesta história de "larguei tudo, viajo o mundo e agora sou feliz".

Acho que é SUPER POSSÍVEL ser um nômade digital. Há vários exemplos de pessoas que conseguiram fazer esta transição de carreira/vida.

Mas na imensa maioria das histórias, a parte do suor e desafios que uma transição como esta requer passa despercebida...

Excelente texto feito pela Taynã, que atua como coach (taynacoaching.com). Um texto para nos manter no caminho dos sonhos, mas com um dos pés no chão :)

P.S.: e, como tenho defendido há alguns anos, a geração Y da periferia é diferente da geração Y da Vila Olímpia. Há diferenças que precisam ser consideradas. 

Gerações diferentes que convivem de forma saudável se complementam, aprendem umas com as outras. A questão não pode ser "uma geração é melhor ou pior do que a outra".


A geração que encontrou o sucesso no pedido de demissão, mas vive angustiada.
August 21, 2016

Taynã Malaspina



Essa semana um post com o titulo “A geração que encontrou o sucesso no pedido de demissão”viralizou nas redes sociais. Muitos amigos meus compartilharam como “o melhor texto dos últimos tempos”. Eu mesma teria publicado assim há algum tempo atrás. O texto é realmente bom e traz excelentes reflexões, mas, na minha opinião, reforça uma visão romântica e estereotipada de uma geração. Quando fiz a pesquisa para construção da dissertação de mestrado e publicação do livro sobre a geração Y, um dos motivos para pesquisar o tema era justamente minha própria inquietação como jovem Y. Realmente encontrei sucesso pedindo demissão de uma empresa multinacional, mas o que vem depois não é exatamente o que o texto traça como cenário.

O perigo é que quando esse tipo de mensagem ganha grande repercussão nas redes vivemos o fenômeno denominado “Espiral do Silêncio” desenvolvido pela cientista alemã Elisabeth Noelle-Neumann. A espiral do silêncio se dá quando um pensamento que inicialmente é consenso para uma minoria ganha amplitude pelos meios de comunicação (mass media) e, por um movimento constante e ascensional, tende a ampliar-se. Neste modelo de opinião pública, a ideia central é que os indivíduos omitem sua opinião quando conflitantes com a opinião dominante devido ao medo do isolamento. Esse é o grande problema das redes sociais, compartilhar textos sem refletir e sem ponderar: repete-se mais do mesmo. Como resultado, criamos “verdades” vazias.

Bom, mas vamos lá, porque acredito que o texto apresenta uma visão romântica. O primeiro ponto é que a visão do texto não retrata a realidade do jovem brasileiro como um todo, e sim de jovens das classes A/B. Quando fiz a dissertação, o meu grupo de contato eram jovens das classes A/B, mas a minha experiência como professora universitária me colocou ao lado de jovens das classes C/D/E. Diferente dos jovens da classes A/B que podem experimentar o mundo, largar tudo e, se não rolar, podem voltar para casa dos pais e vender seu carro. Os jovens de classes C/D/E já vivem com o dinheiro contadinho, não tem carro para vender e não tem uma estrutura familiar para dar apoio financeiro.

Assim, enquanto existe uma jovem, advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante. Existe também uma jovem que acorda 04 horas da manhã para fazer trufas e assim conseguir aumentar sua renda, vai para seu emprego de jovem aprendiz via transporte público e chega na faculdade exausta para voltar para casa depois das 23:00 e muitas vezes dormir 4 horas por noite. Quais as escolhas disponíveis e nível de liberdade que existem entre esses dois mundos?

É uma visão romântica porque essa liberdade de se tornar “qualquer um” não gera sempre uma tranquilidade, mas sim uma angústia. Com a queda dos referenciais clássicos de sentido (família, trabalho, etc..), o jovem torna-se responsável por construir a sua identidade sozinho num contexto de modernidade que é complexo. Hoje, o jovem tem muita escolha (vale lembrar que o leque de escolhas muda substancialmente de uma classe social para outra), ele pode escolher: entre casar ou seguir a vida de solteiro, entre trabalhar numa multinacional, construir uma startup, prestar concurso, seguir a vida de estudante e por ai vai.

Contudo como Bauman diz em seu retrato da modernidade liquida ou como Barry Schwartz elucida no conceito de “paradoxo da escolha”, ter muitas opções gera paralisia ao invés de liberdade. E além disso, quando o individuo escolhe algo dentro de tantas opções, a satisfação rapidamente é substituída por uma sensação de frustração com o seguinte pensamento: “a outra opção deveria ser melhor, e escolhi errado, então a culpa é minha!” Aliás, o psicólogo Barry Schwartz, acredita que o crescente diagnóstico de depressão está relacionado com as grandes expectativas que os jovens trazem. A mídia traz exemplos de trabalhos fantásticos, de empresas que possuem sala com videogames, benefícios que vão muito além de VR e VT e isso tudo cria um imaginário nos jovens que muitas vezes e "inalcançável". Afinal, quantos escritórios do Google existem no Brasil? Quantos jovens conseguem efetivamente fazer somente o que ama?

O texto é romântico na medida em que diz que tudo bem para o jovem não saber qual é a sua missão. Será que realmente as coisas são assim na prática? Se casar tudo bem, se separar tudo bem? Se decidir não ter filhos tudo bem? Essas são questões complexas e existenciais que lá no fundo nos inquietam. Quem dera que fosse simples assim. Hoje, posso dizer que boa parte dos atendimentos de coaching estão ligados ao processo de busca de sentido e propósito. É muito difícil tocar a vida sem uma missão, um projeto de vida, algo de longo prazo para nos comprometermos. Como dizia Viktor Frankl: a verdade é que o ser humano não vive apenas de bem-estar, é preciso que a vida faça sentido para o sujeito.

O grande perigo da visão geracional é pensarmos de forma dualista com uma geração indo contra a outra. Nesse cenário, parece que temos que escolher sempre entre uma coisa OU outra e perdemos a capacidade de pensar de forma mais integrada. Será que realmente só existe a possibilidade entre ter dinheiro sobrando e tempo faltando OU dinheiro curto e cerveja gelada? Não seria possível ter dinheiro suficiente E tempo adequado E cerveja gelada para comemorar o equilíbrio? Posso afirmar pelo convívio que tenho com jovens que da mesma forma que existem alguns que invejam os amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo” existem também aqueles que invejam os que conseguiram construir uma família e ter uma casa própria. Conheço jovens que largaram tudo para viajar e se realizaram, mas também conheço aqueles que voltaram para o Brasil e passaram dificuldades para se estabelecer novamente.

Maslow já sabia disso quando fez sua pirâmide da hierarquia das necessidades humanas. O individuo precisa de liberdade para a sua auto-realização, mas também precisa de segurança por meio de um conforto físico, estabilidade no emprego, boa remuneração e plano de saúde. O ponto é descobrirmos o nosso equilíbrio entre a base e o topo da pirâmide. Afinal, como diz Cortella, equilíbrio significa ser capaz de ir aos extremos sem se perder neles.

O maior aprendizado está em absorvermos o que há de melhor em cada geração para evoluirmos e não lutarmos com o objetivo de mostrar que nossa versão é melhor que a anterior. Vale a pena aprendermos com o conceito de família ensinado pelos nossos avós, mas obviamente saber que hoje novos formatos são possíveis. Vale a pena aprendermos com a dedicação e comprometimento ao trabalho dos nossos pais, porém saber que a vida também não é só trabalho.

A questão central é não comprarmos uma estilo de vida geracional, mas sim refletirmos quais são nossos valores e criarmos algo individual. Somos únicos e irrepetíveis para seguir um modelo de vida geracional. Apesar de ser da geração Y e escrever um livro sobre ela, procuro não me rotular como parte dela. Talvez, porque hoje consegui olhar isso tudo de forma mais ampla. Encontrei sucesso pedindo demissão de uma multinacional em 2009 para seguir um caminho que fizesse sentido para mim. Contudo, aprendi que para construir algo com sentido muitas vezes tive que aguentar e não pedir demissão, tive que trabalhar mais do que gostaria, entender que trabalho tem prazer mas também tem muita coisa chata. E isso aprendi com a geração dos meus pais.

Aprendi que o que importa não é ser feliz, mas sim encontrar sentido. Aprendi que o segredo na busca por sentido é não focarmos apenas num trabalho com sentido, mas numa vida com sentido e isso envolve outras esferas como amigos, família e espiritualidade. E isso aprendi com a geração dos meus avós. Então, sou um pouco disso tudo. Da mesma forma que atuar num trabalho com sentido é minha meta, também me preocupo em minha filha ter um bom plano de saúde e boa escola (que não necessariamente tem que ser a melhor, mas uma coerente com os meus valores e isso geralmente tem um preço). Da mesma forma que adoro curtir um boteco com os meus amigos, também amo um churrasco no domingo ao lado da minha família. São anseios de gerações distintas, será mesmo?

Enfim, o homem é livre e pode decidir sua forma de ser, independente de geração. Precisamos olhar o contexto atual de forma realista e não idealizada. Caso contrário, viveremos uma ilusão. O que não podemos esquecer é que liberdade gera responsabilidade. A minha impressão é que essa geração comprou bem a ideia de que é a geração da liberdade, mas ainda não entendeu a segunda parte disso tudo. Liberdade gera responsabilidade. Se não acordarem, será uma geração de jovens livres, mas sem saber o que fazer com essa liberdade. E isso gera angústia. Um pedido de demissão pode ser um primeiro passo para a construção de um projeto de vida, contudo também pode ser um primeiro passo para um período de angústia e de sensação de não estar construindo nada. Tudo depende da responsabilidade envolvida no processo. Será que lá no fundo, na nossa essência, o que realmente importa é somente ser feliz?

27 de ago. de 2016

Pense nisso antes de fazer seu próximo financiamento


Fatos:

- Tem muita gente infeliz por aí nos seus empregos
- Estamos trabalhando mais do que nossos antepassados
- Estamos consumindo mais do que nossos antepassados
- O consumo de antidepressivos disparou no Brasil e no mundo ocidental nas últimas décadas. Basta dar um Google para comprovar
- Dinheiro não traz felicidade para quem ganha acima de US$ 10 mil por ano. Veja aqui

Em resumo:

- Tem muita gente por aí trabalhando em algo que não gosta, só para pagar as contas no final do mês

Tem solução?

Sim.

- Reduza seu consumo. Viva com o essencial
- Pense várias vezes antes de fazer uma dívida de 30 anos...

O que você prefere? Ter liberdade de procurar seu propósito ou viver para pagar suas contas?

Onde estudar mais o assunto?

http://www.pessoasetalentos.com.br/search/label/Dinheiro