Hoje fomos conhecer a casa e o laboratório de Thomas Edison, o famoso inventor.
Para quem gosta de história é um prato cheio.
Edison escolheu a cidade de West Orange, em Nova Jersey, perto de Nova York, para construir seu laboratório no final do século 19. Ficou lá por mais de 40 anos, até sua morte em 1931.
Hoje tudo isso é um parque nacional que pertence ao governo dos Estados Unidos. Por apenas US$ 10 dólares você pode visitar a fábrica, os laboratórios de Edison e sua mansão bela mansão vermelha.
É uma visita cheia de surpresas. Carros elétricos da garagem (2 modelos da década de 1910), o primeiro estúdio de cinema que existiu (notem o galpão preto abaixo), o escritório que ficava dentro da biblioteca e uma cama para tirar a soneca da tarde.
Edison trabalhava uma média de 100 horas por semana. Ao longo de sua vida, acumulou mais de 1000 patentes, um número absurdo até para os dias atuais.
Além da famosa invenção da lâmpada, Edison e sua equipe criaram uma série de equipamentos para gravar e reproduzir o som, câmeras de cinema, equipamentos de raio X, técnicas para fabricar cimento, borracha sintética e muito mais.
Acho que definir Thomas Edison como Steve Jobs do século 19 e início do século 20 talvez seja até pouco.
Quanto conforto temos hoje em dia... Tanta tecnologia a nossa disposição para criar, graças a gênios como ele. Que possamos fazer bom proveito da internet, dos meios de comunicação e transporte, para continuar criando um mundo melhor.
E sobre as 100 horas de trabalho por semana? Inaceitável neste mundo do politicamente correto em que vivemos. Mas será que o trabalho é trabalho quando você ama o que faz?
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19 de ago. de 2017
21 de jul. de 2017
Se você tem filhos, leia isto.
Um depoimento lindo. Que possa nos inspirar a remar contra a maré de stress e pessoas viciadas em multi-tarefas que a vida moderna nos impõe.
Que histórias como esta continuem nos ensinando que viver no momento presente é uma das (talvez a principal) prática para uma vida plena.
O dia em que parei de mandar minha filha andar logo
Rachel Macy Stafford
Tradução: Equipe do Portal Aprendiz
Quando se está vivendo uma vida distraída, dispersa, cada minuto precisa ser contabilizado. Você sente que precisa estar cumprindo alguma tarefa da lista, olhando para uma tela, ou correndo para o próximo compromisso. E não importa de quantas maneiras você divide o seu tempo e atenção, não importa quantas obrigações você cumpra em modo multi-tarefa, nunca há tempo suficiente em um dia.
Essa foi minha vida por dois anos frenéticos. Meus pensamentos e ações foram controlados por notificações eletrônicas, toques de celular e uma agenda lotada. Cada fibra do meu sargento interior queria cumprir com o tempo de cada atividade marcada na minha agenda super-lotada, mas eu nunca conseguia estar à altura.
Sempre que minha criança fazia com que desviasse da minha agenda principal, eu pensava comigo mesmo: “Nós não temos tempo pra isso.”
Veja bem, seis anos atrás, eu fui abençoada com uma criança tranquila, sem preocupações, do tipo que para para cheirar flores.
Quando eu precisava sair de casa, ela estava levando seu doce tempo pegando uma bolsa e uma coroa brilhante.
Quando eu precisava estar em algum lugar há cinco minutos, ela insistia em colocar o cinto de segurança em seu bichinho de pelúcia.
Quando eu precisava pegar um almoço rápido num fast-food, ela parava para conversar com uma senhora que parecia com sua avó.
Quando eu tinha 30 minutos para caminhar, ela queria que eu parasse o carrinho e acariciasse todos os cachorros em nosso percurso.
Quando eu tinha uma agenda cheia que começava às 6h da manhã, ela me pedia para quebrar os ovos e mexê-los gentilmente.
Minha criança sem preocupações foi um presente para minha personalidade apressada e tarefeira – mas eu não pude perceber isso. Ó não, quando se vive uma vida dispersa, você tem uma visão em forma de túnel – sempre olhando para o próximo compromisso na agenda. E qualquer coisa que não possa ser ticada na lista é uma perda de tempo.
Sempre que minha criança fazia com que desviasse da minha agenda principal, eu pensava comigo mesmo: “Nós não temos tempo pra isso.” Consequentemente, as duas palavras que eu mais falava para minha pequena amante da vida eram: “anda logo”.
Eu começava minhas frases com isso:
Anda logo, nós vamos nos atrasar.
Eu terminava frases com isso:
Nós vamos perder tudo se você não andar logo.
Eu terminava meu dia com isso.
Anda logo e e escove seus dentes. Anda logo e vai pra cama.
Ainda que as palavras “anda logo” fizessem pouco ou nada para aumentar a velocidade de minha filha, eu as dizia de qualquer maneira. Talvez até mais do que dizia “eu te amo”.
Até que em um dia fatídico, as coisas mudaram. Eu havia acabada de pegar minha filha mais velha de sua escola e estávamos saindo do carro. Não indo rápido o suficiente para o seu gosto, minha filha mais velha disse para sua irmã pequena, “você é lenta”. E quando, após isso, ela cruzou seus braços e soltou um suspiro exasperado, eu me vi – e foi uma visão de embrulhar as tripas.
Eu fazia o bullying que empurrava e pressionava e apressava uma pequena criança que simplesmente queria aproveitar a vida.
Meus olhos foram abertos; eu vi com clareza o dano que minha existência apressada estava causando às minhas duas filhas.
Com a voz trêmula, olhei para os olhos da minha filha mais nova e disse: “Me desculpe por ficar fazendo você se apressar, andar logo. Eu amo que você, tome seu tempo e eu quero ser mais como você”.
Ambas me olharam surpresas com a minha dolorosa confissão, mas a face da mais nova sustentava o inequívoco brilho da aceitação e do reconhecimento.
“Eu prometo ser mais paciente daqui em diante”, disse enquanto abraçava minha filha de cabelos encaracolados. Ela estava radiante diante da promessa recém-descoberta de sua mãe.
Foi bem fácil banir o “anda logo” do meu vocabulário. O que não foi tão fácil foi adquirir a paciência para esperar pela minha vagarosa criança. Para nos ajudar a lidar com isso, eu comecei a lhe dar um pouco mais de tempo para se preparar se nós tivéssemos que ir a algum lugar. Algumas vezes, ainda assim, ainda nos atrasávamos. Foram tempos em que eu tive que reafirmar que eu estaria atrasada, nem que se fosse por alguns anos, se tanto, enquanto ela ainda é jovem.
Quando minha filha e eu saíamos para caminhar ou íamos até a loja, eu deixava que ela definisse o ritmo. Toda vez que ela parava para admirar algo, eu afastava os pensamentos de coisas do trabalho e simplesmente a observava as expressões de sua face que nunca havia visto antes. Estudava com o olhar as sardas em sua mão e o jeito que seus olhos se ondulavam e enrugavam quando ela sorria. Eu percebi que as pessoas respondiam quando ela parava para conversar. Eu reparei como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela é uma observadora, e eu rapidamente aprendi que os observadores do mundo são presentes raros e belos. Foi quando, finalmente, me dei conta de que ela era um presente para minha alma frenética.
Minha promessa de ir mais devagar foi feita há quase três anos e ao mesmo tempo eu comecei minha jornada de abrir mão das distrações diárias e agarrar o que importa na vida. E viver num ritmo mais devagar demanda um esforço concentrado. Minha filha mais nova é meu lembrete vivo do porquê eu preciso continuar tentando. E de fato, outro dia, ela me lembrou de novo.
Nós duas estávamos fazendo um passeio de bicicleta, indo para uma barraquinha de sorvetes enquanto ela estava de férias. Após comprar uma gostosura gelada para minha filha, ela sentou em uma mesa de piquenique e observou deliciada a torre gélida que tinha em suas mãos.
De repente, um olhar de preocupação atravessou seu rosto. “Devo me apressar, mamãe?”
Eu poderia ter chorado. Talvez as cicatrizes de uma vida apressada nunca despareçam completamente, pensei, tristemente.
Enquanto minha filha olhava para mim esperando para saber se ela poderia fazer as coisas em seu ritmo, eu sabia que eu tinha uma escolha. Poderia continuar sentada ali melancolicamente lembrando o número de vezes que eu apressei minha filha através da vida… ou eu poderia celebrar o fato de que hoje estou tentando fazer as coisas de outra forma.
Eu escolhi viver o hoje.
“Você não precisa se apressar. Tome seu tempo”, eu disse gentilmente. Toda sua cara instantaneamente abrilhantou-se e seus ombros relaxaram.
E então ficamos sentadas, lado a lado, falando sobre coisas que crianças de 6 anos que tocam ukelele gostam de falar. Houve momentos em que ficamos em silêncio, sorrindo uma para a outra e admirando os sons e imagens ao nosso redor.
Eu imaginei que ela fosse comer todo o sorvete – mas quando ela chegou na última mordida, ela levantou uma colheirada repleta de cristais de gelo e suco para mim. “Eu guardei a última mordida pra você, mamãe”, disse orgulhosa.
Enquanto aquela delícia gelada matava minha sede, eu percebi que consegui um negócio da China. Eu dei tempo para minha filha e em troca ela me deu sua última mordida de sorvete e me lembrou que as coisas tem um gosto mais doce e o amor vem mais dócil quando você para de correr apressada pela vida.
Seja comendo sorvete, pegando flores, apertando o cinto de bichinhos de pelúcia, quebrando ovos, encontrando conchinhas, observando joaninhas ou andando na calçada.
Nunca mais direi: “Não temos tempo pra isso”, pois é basicamente dizer que não se tem tempo para viver.
Tomar seu tempo, pausar para deleitar-se com as alegrias simples da vida é o único jeito de viver de verdade – acredite em mim, eu aprendi da especialista mundial na arte de viver feliz.
5 de jan. de 2016
Os 5 posts mais acessados de 2015
Escrever num site é engraçado. Faço isso há 6 anos e ainda me surpreendo.
Às vezes os textos mais trabalhosos são pouco acessados. Outras de fato os posts que eu mais gostei ou em que gastei mais neurônios são também os mais lidos.
Segue uma lista dos 5 posts mais acessados em 2015:
Curso online de Psicologia Positiva
As pessoas estão tristes
Uma história que todo gestor de pessoas deve ler
Cansei de ouvir coisas do tipo: larguei meu emprego, abri minha empresa e hoje sou o milionário mais feliz do mundo...
Um texto que todo pai e mãe deve ler
11 de dez. de 2015
A Mitologia de Star Wars
"Lucas desejava fazer um filme que ensinasse às crianças a ética básica e central do certo e do errado, do bem e do mal. “Queria ver se conseguia influenciar as vidas deles numa altura muito particular, em que estão muito vulneráveis”, recorda, “e fornecer-lhes as coisas que sempre demos às crianças ao longo da História. A última vez que tínhamos feito isso tinha sido com os westerns. E assim que os westerns desapareceram, não havia qualquer veículo para dizer ‘Não se mata pessoas pelas costas” e coisas desse género.”"
trecho da entrevista de George Lucas ao The Washington Post (2015)
Uma das explicações para o sucesso da saga Guerra nas Estrelas é que o filme utiliza a mitologia da Jornada do Herói, desenvolvida pelo antropólogo norte-americano Joseph Campbell.
Todos nós passamos por esta Jornada do Herói em nossas vidas.
Em que fase da jornada você está?
Será que você está encarando o chamado ou fugindo dele?
27 de abr. de 2015
Uma história que todo gestor de pessoas deve ler
Uma história que todo gestor de pessoas, todo pai e mãe, todo líder de um grupo deve ler.
"Uma equipe de pesquisadores liderada pelo psicólogo Robert Rosenthal aplicou testes de inteligência em alunos de uma escola primária. Depois, os pesquisadores disseram aos professores de cada turma quais alunos - digamos, João, Maria e Marcos - os dados identificaram como gênios acadêmicos, aqueles que apresentavam o maior potencial de crescimento. Eles instruíram os professores a não mencionar os resultados do estudo a esses alunos e não passar nem mais nem menos tempo com eles. No final daquele ano, os alunos foram testados novamente e, com efeito, João, Maria e Marco apresentaram um desempenho intelectual fora do comum.
Essa seria uma história previsível, se não fosse pela reviravolta do enredo no final. Na verdade, quando João, Maria e Marco foram testados no início do experimento, eles apresentaram um experimento absoluta e maravilhosamente mediano. Os pesquisadores escolheram os nomes aleatoriamente e mentiram para os professores sobre a capacidade desses alunos."
O quanto você está sendo justo na hora de desenvolver os talentos dos diferentes membros da sua equipe?
Você está criando oportunidades de desenvolvimento e explorando o potencial de todos ou somente criando condições para que o João, a Maria e o Marco se destaquem?
"Uma equipe de pesquisadores liderada pelo psicólogo Robert Rosenthal aplicou testes de inteligência em alunos de uma escola primária. Depois, os pesquisadores disseram aos professores de cada turma quais alunos - digamos, João, Maria e Marcos - os dados identificaram como gênios acadêmicos, aqueles que apresentavam o maior potencial de crescimento. Eles instruíram os professores a não mencionar os resultados do estudo a esses alunos e não passar nem mais nem menos tempo com eles. No final daquele ano, os alunos foram testados novamente e, com efeito, João, Maria e Marco apresentaram um desempenho intelectual fora do comum.
Essa seria uma história previsível, se não fosse pela reviravolta do enredo no final. Na verdade, quando João, Maria e Marco foram testados no início do experimento, eles apresentaram um experimento absoluta e maravilhosamente mediano. Os pesquisadores escolheram os nomes aleatoriamente e mentiram para os professores sobre a capacidade desses alunos."
O quanto você está sendo justo na hora de desenvolver os talentos dos diferentes membros da sua equipe?
Você está criando oportunidades de desenvolvimento e explorando o potencial de todos ou somente criando condições para que o João, a Maria e o Marco se destaquem?
6 de mar. de 2015
O mendigo e o baú
"Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
- Tem um trocadinho aí para mim, moço? - murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
- Não, não tenho - disse o estranho. - O que tem nesse baú debaixo de você?
- Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
- Nunca olhou o que tem dentro? - perguntou o estranho.
- Não - respondeu. - Para quê? Não tem nada aqui, não!
- Dá uma olhada dentro - insistiu o estranho, antes de ir embora.
O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro."
Eckhart Tolle, O Poder do Agora
Você tem olhado para dentro de você ultimamente?
11 de set. de 2014
Uma pequena história sobre desapego
Segundo uma antiga história sufista, havia um rei num território do Oriente Médio que estava sempre dividido entre a felicidade e o desalento. A menor coisa era capaz de lhe causar grande aborrecimento ou uma reação intensa, e assim sua felicidade se convertia rapidamente em frustração e desespero. Por fim, houve um momento em que ele se cansou de si mesmo e da vida e começou a buscar uma saída. Mandou chamar um sábio que vivia no reino e que tinha a fama de ser iluminado. Quando o sábio chegou, o rei lhe disse:
- Quero ser como você. Pode me dar alguma coisa que traga equilíbrio, serenidade e sabedoria à minha vida? Pago o preço que você pedir por isso.
O sábio respondeu:
- Talvez eu possa ajudá-lo. Mas o preço é tão alto que nem todo o seu reino seria suficiente para pagá-lo. Então, vou lhe dar isso como um presente, desde que você honre o compromisso.
O rei lhe garantiu que sim e o sábio se foi.
Algumas semanas depois, ele retornou e entregou ao rei uma caixa decorada e com entalhes de jade. O rei a abriu e encontrou ali um simples anel de ouro. Havia algumas letras gravadas nele. A inscrição dizia: "Isto também passará."
- O que significa isto? - perguntou o rei. O sábio respondeu:
- Use sempre este anel. Seja o que for que aconteça, antes de considerar esse evento bom ou mau, toque o anel e leia a inscrição. Assim, você viverá sempre em paz.
Fonte: O Despertar de uma nova consciência (Eckhart Tolle)
- Quero ser como você. Pode me dar alguma coisa que traga equilíbrio, serenidade e sabedoria à minha vida? Pago o preço que você pedir por isso.
O sábio respondeu:
- Talvez eu possa ajudá-lo. Mas o preço é tão alto que nem todo o seu reino seria suficiente para pagá-lo. Então, vou lhe dar isso como um presente, desde que você honre o compromisso.
O rei lhe garantiu que sim e o sábio se foi.
Algumas semanas depois, ele retornou e entregou ao rei uma caixa decorada e com entalhes de jade. O rei a abriu e encontrou ali um simples anel de ouro. Havia algumas letras gravadas nele. A inscrição dizia: "Isto também passará."
- O que significa isto? - perguntou o rei. O sábio respondeu:
- Use sempre este anel. Seja o que for que aconteça, antes de considerar esse evento bom ou mau, toque o anel e leia a inscrição. Assim, você viverá sempre em paz.
Fonte: O Despertar de uma nova consciência (Eckhart Tolle)
Tudo é passageiro. Por quê se prender a objetos, pensamentos e situações negativas?
3 de fev. de 2014
Grandes frases do Templo de Delfos
Templo de Delfos, Grécia Antiga, berço da Filosofia.
2 frases de grande sabedoria que estavam no templo:
"Conhece-te a ti mesmo."
"Nada em excesso."
O templo era um local sagrado no qual pessoas de diferentes regiões e classes sociais da Grécia vinham buscar a palavra divina, proferida através de sacerdotisas. Para saber mais, clique aqui.
8 de set. de 2013
Manual para Sonhadores
Qual é o seu sonho?
O que você está fazendo para torná-lo realidade?
Você lembra dos sonhos que tinha quando era criança?
E agora que você se tornou adulto? Ainda está correndo atrás dos seus sonhos ou desistiu de tudo?
Um senso comum que toma conta da vida dos adultos é trabalhar para pagar as contas no final do mês. "A vida é assim", dirá a maioria.
Será?
O mundo está cheio de empreendedores (no sentido mais profundo da palavra). São empreendedores da vida. Pessoas que encaram a vida como um presente, o maior que cada um de nós pode receber. Para estes, não há limites para o sonho e as realizações.
A Nathalie é uma destas pessoas extraordinárias que segue seu coração e não tem medo de sonhar. Conheci sua história de vida numa palestra que assisti recentemente.
O preço da palestra também dava direito a seu livro "Manual para sonhadores".
No livro ela conta sua jornada de sonhadora, sempre de maneira muito sincera. Correr atrás dos seus sonhos não signifca ganhar sempre. Quebrar a cara de vez em quando também faz parte do jogo. No final, o que vale é a jornada que percorremos.
O mundo "normal" que vivemos, dos relacionamentos com pessoas iguais, senso comum e verdades universais no deixa entorpecidos para o mundo dos sonhos e das aventuras que buscamos quando somos crianças.
O livro da Nathalie irá chacoalhar suas crenças e fazer você se reconectar com seus sonhos.
"O que você vai fazer com sua selvagem e preciosa vida?" Mary Oliver, poeta.
O que você está fazendo para torná-lo realidade?
Você lembra dos sonhos que tinha quando era criança?
E agora que você se tornou adulto? Ainda está correndo atrás dos seus sonhos ou desistiu de tudo?
Um senso comum que toma conta da vida dos adultos é trabalhar para pagar as contas no final do mês. "A vida é assim", dirá a maioria.
Será?
O mundo está cheio de empreendedores (no sentido mais profundo da palavra). São empreendedores da vida. Pessoas que encaram a vida como um presente, o maior que cada um de nós pode receber. Para estes, não há limites para o sonho e as realizações.
A Nathalie é uma destas pessoas extraordinárias que segue seu coração e não tem medo de sonhar. Conheci sua história de vida numa palestra que assisti recentemente.
O preço da palestra também dava direito a seu livro "Manual para sonhadores".
No livro ela conta sua jornada de sonhadora, sempre de maneira muito sincera. Correr atrás dos seus sonhos não signifca ganhar sempre. Quebrar a cara de vez em quando também faz parte do jogo. No final, o que vale é a jornada que percorremos.
O mundo "normal" que vivemos, dos relacionamentos com pessoas iguais, senso comum e verdades universais no deixa entorpecidos para o mundo dos sonhos e das aventuras que buscamos quando somos crianças.
O livro da Nathalie irá chacoalhar suas crenças e fazer você se reconectar com seus sonhos.
"O que você vai fazer com sua selvagem e preciosa vida?" Mary Oliver, poeta.
25 de ago. de 2013
Steve Jobs: 3 histórias
"Hoje eu quero contar 3 histórias sobre minha vida."
3 histórias que sintetizam grande lições de Steve Jobs, num discurso proferido para uma turma de alunos da Universidade de Stanford em 2005.
Seu legado de empreendedorismo, inovação e amor por seu trabalho revolucionou nosso mundo.
E você, está trabalhando naquilo que ama?
3 histórias que sintetizam grande lições de Steve Jobs, num discurso proferido para uma turma de alunos da Universidade de Stanford em 2005.
Seu legado de empreendedorismo, inovação e amor por seu trabalho revolucionou nosso mundo.
24 de mai. de 2013
Os 5 maiores arrependimentos antes de morrer
Grande lições que a vida nos ensina.
Que possamos aprender e mudar. Cada um escreve sua própria história.
# 1
"Gostaria de tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim."
Que possamos aprender e mudar. Cada um escreve sua própria história.
# 1
"Gostaria de tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim."
28 de abr. de 2013
Qual o impacto daquilo que fazemos?
"Roberto precisava fazer uma avaliação de desempenho de Luís. Ao contrário do que costuma ocorrer, o gerente se preparou para esse momento, dedicando horas de sua agenda à tarefa. Refletiu sobre as contribuições de Luís e listou exemplos concretos das fortalezas do seu colaborador. Mas não parou por aí. Também fez a mesma coisa para as oportunidades de melhoria, balanceando suas conquistas e pontos fortes e onde poderia evoluir.
Luís ficou muito agradecido por ter recebido uma avaliação real e transparente, que tratava não só das suas virtudes mas também de como evoluir. Terminado o encontro, o colaborador sentia-se muito bem. Foi como se ele tivesse recebido uma injeção de motivação, energia e reconhecimento.
Naquele dia, no trajeto de volta para casa, Luís sentia-se extremamente alegre e bem-humorado. Ao chegar, ele e a esposa resolveram fazer um jantar especial. Luís contou sobre seu dia e, claro, passou um bom tempo falando da reunião especial e de como estava motivado. Conversa vai, conversa vem, o jantar terminou em algo mais.
E, naquela noite, o primeiro filho do casal foi gerado. Depois de dez anos, Luís ainda se lembra e confessa que sua reunião com Roberto, por incrível que pareça, foi um dos catalisadores desse momento inesquecível em que ele e a esposa criaram uma vida."
Será que é possível?
Sérgio Chaia
Ed. Integrare Business, 2012
Uma bela história que ilustra o tamanho do impacto que podemos ter na vida daqueles que nos cercam.
Será que você está atento ao impacto "invisível" que pode gerar na vida dos outros?
Luís ficou muito agradecido por ter recebido uma avaliação real e transparente, que tratava não só das suas virtudes mas também de como evoluir. Terminado o encontro, o colaborador sentia-se muito bem. Foi como se ele tivesse recebido uma injeção de motivação, energia e reconhecimento.
Naquele dia, no trajeto de volta para casa, Luís sentia-se extremamente alegre e bem-humorado. Ao chegar, ele e a esposa resolveram fazer um jantar especial. Luís contou sobre seu dia e, claro, passou um bom tempo falando da reunião especial e de como estava motivado. Conversa vai, conversa vem, o jantar terminou em algo mais.
E, naquela noite, o primeiro filho do casal foi gerado. Depois de dez anos, Luís ainda se lembra e confessa que sua reunião com Roberto, por incrível que pareça, foi um dos catalisadores desse momento inesquecível em que ele e a esposa criaram uma vida."
Será que é possível?
Sérgio Chaia
Ed. Integrare Business, 2012
Uma bela história que ilustra o tamanho do impacto que podemos ter na vida daqueles que nos cercam.
Será que você está atento ao impacto "invisível" que pode gerar na vida dos outros?
16 de out. de 2011
O que nossos antepassados nos ensinam
Um dos conceitos mais interessantes que aprendi com a Antroposofia é entender a herança que nossos antepassados deixaram para nós.
Quais histórias eles construíram?
Quais mensagens deixaram para nós?
Quais habilidades eles dominavam?
As características dos antepassados estão sempre presentes em nossa personalidade, em maior ou menor grau. Entendê-las e saber fazer bom uso delas pode nos ajudar a continuar construindo a história que eles nos deixaram.
O mesmo conceito vale para uma organização. Entender a história pessoal de seus fundadores, as motivações e valores que os levaram a criar a empresa, são fundamentais para criar as bases para o futuro.
Meu avô nasceu em Portugal em 1896. Quando tinha 14 anos, decidiu vir para o Brasil e tentar ganhar a vida.
Após algumas idas e vindas, ele retornou ao Brasil em 1925, desta vez com minha avó. Mudaram-se para o bairro da Mooca em São Paulo e criaram 3 filhos, dando início ao ramo Brasileiro da família.
Sempre fiquei imaginando o tamanho da aventura que seria vir para o Brasil em 1910, de navio, numa viagem que demorava mais de 2 semanas e para um país rural, pobre, desconhecido.
Semana passada tive a oportunidade de conhecer a casa de meus avós em Portugal e entender um pouco mais sobre sua história antes de virem ao Brasil.
Eles sobreviviam da agricultura e pecuária, tradição até hoje mantida por uma parte da família que permanece em Portugal.
Apesar das vacas, do leite e da colheita de azeitonas, a pobreza era grande. Acredito que foi este cenário que os motivou a buscar uma vida melhor em outro país.
À partir desta visita em Portugal e da conversa com meus parentes, pude entender melhor as lições que meus avós deixaram para nós.
Lições de empreendedorismo e coragem para transformar uma realidade dura em oportunidade.
O que você pode aprender com seus antepassados?
Quais histórias eles construíram?
Quais mensagens deixaram para nós?
Quais habilidades eles dominavam?
As características dos antepassados estão sempre presentes em nossa personalidade, em maior ou menor grau. Entendê-las e saber fazer bom uso delas pode nos ajudar a continuar construindo a história que eles nos deixaram.
O mesmo conceito vale para uma organização. Entender a história pessoal de seus fundadores, as motivações e valores que os levaram a criar a empresa, são fundamentais para criar as bases para o futuro.
Meu avô nasceu em Portugal em 1896. Quando tinha 14 anos, decidiu vir para o Brasil e tentar ganhar a vida.
A casa de meu avô em Alcobaça - Portugal, ainda preserva o mesmo estilo da época
Após algumas idas e vindas, ele retornou ao Brasil em 1925, desta vez com minha avó. Mudaram-se para o bairro da Mooca em São Paulo e criaram 3 filhos, dando início ao ramo Brasileiro da família.
Sempre fiquei imaginando o tamanho da aventura que seria vir para o Brasil em 1910, de navio, numa viagem que demorava mais de 2 semanas e para um país rural, pobre, desconhecido.
Semana passada tive a oportunidade de conhecer a casa de meus avós em Portugal e entender um pouco mais sobre sua história antes de virem ao Brasil.
Eles sobreviviam da agricultura e pecuária, tradição até hoje mantida por uma parte da família que permanece em Portugal.
Apesar das vacas, do leite e da colheita de azeitonas, a pobreza era grande. Acredito que foi este cenário que os motivou a buscar uma vida melhor em outro país.
À partir desta visita em Portugal e da conversa com meus parentes, pude entender melhor as lições que meus avós deixaram para nós.
Lições de empreendedorismo e coragem para transformar uma realidade dura em oportunidade.
O que você pode aprender com seus antepassados?
6 de fev. de 2011
Contadores de Histórias
A arte de contar histórias é uma das mais belas e essenciais habilidades para este novo século.
Para quem pensa que contar histórias é algo para pais e filhos, há bons exemplos no sentido contrário.
Tenho visto um número cada vez maior de contadores de histórias que levam seu trabalho para empresas e organizações de todos os setores.
Histórias possuem uma magia particular. Se bem contadas, podem tocar no fundo da alma de seus ouvintes e motivar mudanças profundas em um indivíduo, grupo ou organização.
De onde vem a sabedoria das histórias? Como utilizar esta sabedoria em prol da construção de equipes mais coesas em torno de um ideal? Ou de famílias mais unidas?
Aqui vão duas indicações de contadores profissionais de histórias que tive o prazer de conhecer:
Célia Gomes - um de seus muitos projetos está em abrigodehistorias.wordpress.com
Ilan Brenman - www.ilan.com.br
22 de fev. de 2009
Apenas um Homem Velho
"Responsabilidade Social", "Sustentabilidade", "Ética" e termos afins são cada vez mais comuns nos corredores das grandes empresas. É certo que alguns avanços tem sido alcançados nestas últimas duas décadas, mas cenas cotidianas como estas me recordam do quanto ainda estamos distantes de uma sociedade verdadeiramente justa.
Se todas as empresas são realmente tão "sociais, éticas e responsáveis" como se apregoa, porquê há tantas mazelas sociais no próprio entorno de suas sedes? (mendigos ao lado de prédios estrondosos são exemplos mais do que batidos para um morador de São Paulo...)

Mas quem se importa com aquele velho homem ali à margem da nossa alegria e pressa, mercando sua (nossa) miséria numa manhã qualquer de sábado? Quem se importa?
Balas. Apenas balas. Na Bahia da minha infância, chamava-se queimado. Talvez por ser feito de açúcar queimado – sei lá. Eram apenas balas o que aquele homem tinha para vender naquela suave manhã de sábado. Balas, com suas embalagens coloridas: azuis, douradas, prateadas. Bala de coco, amendoim, hortelã.
Ao ver aquele velho homem ali na calçada, com um olhar taciturno e o peso do mundo a esmagar-lhe os ombros, lembrei-me do alegre “baleiro” da minha infância, que despertava em nós, crianças do bairro, ainda mais, e intensa, alegria. O olhar perdido, triste daquele homem, diante do seu pequeno e precário tabuleiro, com parcos montes de balas mais ou menos sortidas, contrapõe-se ao olhar vívido do lépido vendedor de balas, o baleiro da minha infância, que soprava sua gaita estridente e gritava com energia: Baaaalêro! Uma alegria sortida de cores e sabores invadia nossas tardes de sábado, e corríamos todos, meninos e meninas, ao encontro do homem que era portador de inestimável tesouro, materializado sob a forma de preciosas guloseimas.
Como me pareceu amarga a vida daquele homem, que ali tentava vender uma ou outra bala a transeuntes apressados. Fiquei por alguns minutos ali, a observar-lhe a “vendagem”, a féria do dia. Longos vinte minutos se passaram sem que sequer lhe comprassem ao menos uma bala. Fiz os cálculos. Se, geralmente, vende-se três balas por R$0,10 (dez centavos de Real), quantas balas teria que vender aquele homem para tirar o mínimo que lhe propiciasse o sustento, o sustento diário que fosse? Dinheiro que desse para pagar, pelo menos, a condução e as duas ou três refeições do dia. Teria que vender, no mínimo 600 balas por dia. Improvável que conseguisse vender tantas balas assim! Sequer havia seiscentas balas naquele precário tabuleiro!
Uma questão se impunha: como aquele homem, que denominamos ambulante, conseguia prover seu sustento vendendo aquelas singelas balas? Será que ele realmente sobrevive daquele “ofício”? Ou contará ainda com uma miserável aposentadoria que lhe “complementa” a renda? Terão permitido-lhe o direito a uma aposentadoria? Quem sabe?
São questões que, obviamente, não povoam a mente das crianças – e, por que não dizer, tampouco dos adultos. Crianças e adultos apenas gostam de balas, e nada pretendem. Apenas buscam colocar um pouco de doce e alegria em seus dias de sonho, cinzas e incertezas.
Mas quem se importa se aquele velho homem melancólico, ali à beira da sarjeta, consegue prover o seu sustento e dos seus? Se ele tem uma vida digna? Se é alegre; se é triste; se é poeta – ou, ao menos, um homem? Quem se importa?
É perfeitamente verossímil imaginar aquele homem, que carrega nos ombros o peso de seu passado, saindo de casa, rumo ao seu ofício. Um beijo na fronte do neto: “Vovô vai trabalhar, meu filho”. Ele sai de casa, tranqüilo, sob o olhar compungido, respeitoso dos seus familiares. Um homem de bem que segue, com dignidade, para mais um dia de trabalho. Um trabalho “misterioso”, decerto digno, que todos desconhecem qual é, mas que, em sinal de respeito, ninguém nada pergunta.
Já ali, instalado no “seu ponto”, no “seu trabalho”, um lugar qualquer à margem daquela movimentada rua, a um passo da sarjeta, a maleta se transforma no precário tabuleiro e a realidade surge ali diante de nossos olhos passantes, diante do meu/seu olhar de desalento. A realidade, ali resumida, naqueles montes dispersos de balas, suas cores e (dis)sabores, naqueles níqueis, naqueles tostões reluzindo à luz do sol.
Mas quem se importa com aquele velho homem ali à margem da nossa alegria e pressa, mercando sua (nossa) miséria numa manhã qualquer de sábado? Quem se importa?
Autor: Lula Miranda - Agência Carta Maior
Se todas as empresas são realmente tão "sociais, éticas e responsáveis" como se apregoa, porquê há tantas mazelas sociais no próprio entorno de suas sedes? (mendigos ao lado de prédios estrondosos são exemplos mais do que batidos para um morador de São Paulo...)

Mas quem se importa com aquele velho homem ali à margem da nossa alegria e pressa, mercando sua (nossa) miséria numa manhã qualquer de sábado? Quem se importa?
Balas. Apenas balas. Na Bahia da minha infância, chamava-se queimado. Talvez por ser feito de açúcar queimado – sei lá. Eram apenas balas o que aquele homem tinha para vender naquela suave manhã de sábado. Balas, com suas embalagens coloridas: azuis, douradas, prateadas. Bala de coco, amendoim, hortelã.
Ao ver aquele velho homem ali na calçada, com um olhar taciturno e o peso do mundo a esmagar-lhe os ombros, lembrei-me do alegre “baleiro” da minha infância, que despertava em nós, crianças do bairro, ainda mais, e intensa, alegria. O olhar perdido, triste daquele homem, diante do seu pequeno e precário tabuleiro, com parcos montes de balas mais ou menos sortidas, contrapõe-se ao olhar vívido do lépido vendedor de balas, o baleiro da minha infância, que soprava sua gaita estridente e gritava com energia: Baaaalêro! Uma alegria sortida de cores e sabores invadia nossas tardes de sábado, e corríamos todos, meninos e meninas, ao encontro do homem que era portador de inestimável tesouro, materializado sob a forma de preciosas guloseimas.
Como me pareceu amarga a vida daquele homem, que ali tentava vender uma ou outra bala a transeuntes apressados. Fiquei por alguns minutos ali, a observar-lhe a “vendagem”, a féria do dia. Longos vinte minutos se passaram sem que sequer lhe comprassem ao menos uma bala. Fiz os cálculos. Se, geralmente, vende-se três balas por R$0,10 (dez centavos de Real), quantas balas teria que vender aquele homem para tirar o mínimo que lhe propiciasse o sustento, o sustento diário que fosse? Dinheiro que desse para pagar, pelo menos, a condução e as duas ou três refeições do dia. Teria que vender, no mínimo 600 balas por dia. Improvável que conseguisse vender tantas balas assim! Sequer havia seiscentas balas naquele precário tabuleiro!
Uma questão se impunha: como aquele homem, que denominamos ambulante, conseguia prover seu sustento vendendo aquelas singelas balas? Será que ele realmente sobrevive daquele “ofício”? Ou contará ainda com uma miserável aposentadoria que lhe “complementa” a renda? Terão permitido-lhe o direito a uma aposentadoria? Quem sabe?
São questões que, obviamente, não povoam a mente das crianças – e, por que não dizer, tampouco dos adultos. Crianças e adultos apenas gostam de balas, e nada pretendem. Apenas buscam colocar um pouco de doce e alegria em seus dias de sonho, cinzas e incertezas.
Mas quem se importa se aquele velho homem melancólico, ali à beira da sarjeta, consegue prover o seu sustento e dos seus? Se ele tem uma vida digna? Se é alegre; se é triste; se é poeta – ou, ao menos, um homem? Quem se importa?
É perfeitamente verossímil imaginar aquele homem, que carrega nos ombros o peso de seu passado, saindo de casa, rumo ao seu ofício. Um beijo na fronte do neto: “Vovô vai trabalhar, meu filho”. Ele sai de casa, tranqüilo, sob o olhar compungido, respeitoso dos seus familiares. Um homem de bem que segue, com dignidade, para mais um dia de trabalho. Um trabalho “misterioso”, decerto digno, que todos desconhecem qual é, mas que, em sinal de respeito, ninguém nada pergunta.
Já ali, instalado no “seu ponto”, no “seu trabalho”, um lugar qualquer à margem daquela movimentada rua, a um passo da sarjeta, a maleta se transforma no precário tabuleiro e a realidade surge ali diante de nossos olhos passantes, diante do meu/seu olhar de desalento. A realidade, ali resumida, naqueles montes dispersos de balas, suas cores e (dis)sabores, naqueles níqueis, naqueles tostões reluzindo à luz do sol.
Mas quem se importa com aquele velho homem ali à margem da nossa alegria e pressa, mercando sua (nossa) miséria numa manhã qualquer de sábado? Quem se importa?
Autor: Lula Miranda - Agência Carta Maior
14 de fev. de 2009
A Busca pela Sabedoria
Era uma vez um jovem que visitou um grande sábio para perguntar-lhe como é que se deveria viver para adquirir a sabedoria. O ancião, ao invés de responder, propôs um desafio:
- Vou encher uma colher de azeite e você vai percorrer todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.
Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão andando com passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:
- Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu os aromas das flores maravilhosas do jardim? Escutou o canto dos pássaros?
Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não, e o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.
Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.
E o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida, vivendo para as alegrias do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.
Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver. Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria.
Extraído de material institucional da Associação Palas Athena.
- Vou encher uma colher de azeite e você vai percorrer todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.
Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão andando com passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:
- Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu os aromas das flores maravilhosas do jardim? Escutou o canto dos pássaros?
Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não, e o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.
Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.
E o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida, vivendo para as alegrias do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.
Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver. Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria.
Extraído de material institucional da Associação Palas Athena.
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