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2 de abr. de 2017

Abraçando a diversidade

Nas últimas duas semanas estive na Ásia, a trabalho. 

Passei por Tailândia (Bangkok) e China (Pequim, Nanjing e Xangai).

Para um ocidental, a diversidade de credos, línguas e costumes chama muito a atenção. 

Em Bangkok, pude notar que o país ainda está velando a morte do Rei, ocorrida em Outubro de 2016. Muitas pessoas nas ruas vestem apenas branco e preto. Vários estabelecimentos comerciais (inclusive marcas internacionais) tem o busto do rei com flores.

Em geral o Tailandês demonstra grande simpatia e muitos sorrisos, motivo pelo qual o país também é chamado de terra dos sorrisos.

Imagine encontrar em uma mesma avenida prédios super modernos e cortiços. Bem vindo a Bangkok, uma cidade com muita vida e um trânsito caótico!

Em relação a China, fiquei com um viés de ter visitado 3 das maiores cidades. Tenho certeza que o interior da China é muito diferente. Mas de forma geral, por Pequim, Nanjing e Xangai me parece um país tão ou mais capitalista do que qualquer um do mundo Ocidental.

Percebemos logo de cara os benefícios e a as mazelas de um governo único e centralizador. O planejamento urbano e a limpeza impressionam. Pequim e Xangai me pareceram mais limpas e organizadas do que Nova York ou Paris.

Por outro lado, sempre me recordo que a China é uma ditadura. Esqueçam Google, Facebook ou Twitter.  Esqueçam críticas ao governo.

Em um tour com uma guia local, acabamos falando sobre política. Fiquei curioso em saber como era a vida dos seus avós e pais. Queria entender como foi a transição para o governo comunista, em 1949. A guia nos contou que sua família tinha uma fábrica e um certo dia o governo confiscou e colocou seus parentes, que eram os donos da fábrica, para trabalhar de empregados. Segundo ela o comunismo hoje na China é apenas uma propaganda para manter a elite política no poder. 

Me pareceu uma análise bem realista.

É muito fácil apenas julgar um país e seu modo de vida como certo ou errado, bom ou ruim. Mas se queremos de fato abraçar a diversidade de culturas, visões de mundo e costumes em nossa vida, precisamos ir além.

Entender o mundo do outro, sem pré-julgamentos em última instância nos leva a conhecer melhor sobre quem somos e sobre qual nosso papel no mundo.

Que possamos cada vez mais viajar, conhecer novas referências e nos engajar na construção de um mundo realmente diverso. Em nossas vidas pessoais e profissionais.






28 de set. de 2016

Elvis at Stax

Sou um grande fã de Elvis. Apesar de conhecer bem seu trabalho, só nos últimos dias me deparei com esta pérola:


Este disco triplo consiste de gravações feitas em 1973 e é considerado por muitos o melhor disco de Elvis na fase final de sua carreira.

Sabemos que a história de Elvis não durou muito depois das sessões em 73. Ele acabou se perdendo pelo caminho. Mas seu desempenho neste ano realmente foi sensacional.

Ainda em linha com meu post anterioratingir e principalmente manter uma alta performance, é um desafio em qualquer profissão.

E você, o que está fazendo para atingir a alta performance em todas as áreas da sua vida?

Quais hábitos e crenças você está revendo e incorporando em sua nova rotina?

11 de mar. de 2016

Sessão Pipoca


Em 1944 a Segunda Guerra Mundial já indicava uma vitória dos aliados.

Prevendo a derrota, um general alemão decide roubar obras de arte que estão em Paris e levar para a Alemanha, de trem.

Os franceses farão de tudo para impedir que isso aconteça...

Este é o enredo do filme O Trem, de 1964, protagonizado por Burt Lancaster e dirigido por John Frankenheimer, um especialista em cenas de ação (e que também é o diretor do clássico Grand Prix, de 1966).


O Trem é uma bela sessão pipoca para um final de semana. Está disponível no Netflix e apesar de ser um filme de ação, desperta questões profundas sobre quanta loucura há numa guerra...

Até onde você iria para salvar pinturas que são verdadeiras obras de arte para seu país e para a humanidade?

8 de ago. de 2015

O Genial Woody Allen


Como é bom escutar pessoas que agregam à nossas vidas. Pessoas que estão conectadas com seus talentos e os colocam a serviço do mundo.

No caso de Woody Allen seu maior talento está expresso em seus mais de 40 filmes como diretor: a comédia.

Gosto muito do estilo inteligente de suas piadas que sempre giram em torno do sentido da vida, do amor, da morte e do nosso lugar no mundo.

Somente de uns 10 anos para cá que comecei a ter contato com seus filmes. Conheço mais sua produção dos anos 1990 em diante. Meu favorito até agora é "Tudo pode dar certo".


O tempo passa para todos e Woody está fazendo 80 anos! Nesta entrevista para a Folha ele conta como começou a fazer comédias, seu método de trabalho inusitado (até hoje utiliza a mesma máquina de escrever em que começou há 60 anos), sobre vender seu trabalho e muito mais.

Um trecho sobre como é para ele "vender" seus filmes (leia a entrevista completa aqui):

"É constrangedor para mim [vender um filme]. Não é como se estivesse fazendo um abridor de latas ou um produto em liquidação. O que estou tentando fazer, em tese, é um trabalho de arte. E você precisa vender essa arte. No entanto, você imagina Picasso batendo em portas, mostrando pinturas para as pessoas e dizendo que pode colocar mais vermelho na tela se ela quiser? É constrangedor."

7 de abr. de 2015

Um artista político


Ai Weiwei é um dos artistas mais em evidência na atualidade. Ele próprio se define como um designer, embora seja mais lembrado recentemente como um opositor ao regime ditatorial chinês.

O documentário Ai Weiwei: The Fake Case (o caso de ai weiwei disponível no excelente canal Arte 1), mostra seu sofrimento: acusado de sonegação de impostos (uma farsa criada pelo governo), vivendo em prisão domicilar, constantemente vigiado, sufocado, traumatizado...

Weiwei passou 3 meses preso e ao sair decidiu criar uma exposição para retratar seu dia a dia na prisão. Imagens que traduzem a crueldade de uma ditadura valorizada por seu crescimento econômico. Como se uma grande economia fosse capaz de apagar as injustiças criadas por um sistema político atrasado e desumano.


O mundo precisa de mais gente como Ai Weiwei. Um guerreiro que não desiste da luta por uma China democrática!

30 de mar. de 2015

As pessoas podem ser melhores

Como se reconectar com seus talentos?

Como colocar seus talentos a serviço de um propósito que valha a pena?


Nenhum filme que assisti nos últimos anos ilustrou tão bem estas questões como Chef.

Viver seu melhor, amar seu trabalho, ter liberdade criativa, valorizar o amor, a família, os amigos, tudo isso está nesta história de um chef de cozinha que decide abrir um food truck.

As pessoas podem ser melhores, podem aprender com os erros, podem se redimir...Uma aula sobre a jornada do herói feita pelo diretor Jon Favreau.

12 de fev. de 2015

E a imagem de 2014 é...

A foto vencedora é de Mads Nissen e mostra o casal gay Jon e Alex. 
Ambos são russos e vivem num país que cada vez mais tem limitado a escolha sexual das pessoas.

Todos os anos a World Press Photo (WPP) elege as melhores fotos por categoria. Em suas próprias palavras, a missão da WPP é: "existimos para inspirar o entendimento do mundo através do fotojornalismo de qualidade".

Aqui você poderá navegar pelos vencedores por categoria. Há outras belíssimas fotos, como esta, que nos remete ao que tem se tornado o momento do almoço: fast food, fast information e solidão.


27 de out. de 2013

O genial Stanley Kubrick

Ontem fui na exposição de Stanley Kubrick no Museu da Imagem e do Som em São Paulo.

Figurino, roteiros e maquetes dos seus principais filmes fazem parte da exposição.

Impressionante perceber como Kubrick foi consistente em sua genialidade. Fez excelentes filmes nos anos 1950 e no final de sua carreira.

Algumas curiosidades:

- Kubrick ganhou uma câmera fotográfica de seu pai ao completar 13 anos de idade. Ficou maravilhado e se tornou fotógrafo assistente de uma revista aos 17. Da fotografia aos curta-metragens e longas foi um passo;

- Ao longo de toda sua carreira fez apenas 13 filmes, talvez reflexo da sua busca por perfeição, o que costumava atrasar as produções;

- Fez romance, ficção científica, filmes de guerra, suspense, comédia, terror e filmes históricos. Navegou em todos os temas;

- Era considerado um diretor exigente. Um de seus métodos consistia em pedir que os atores fizessem a mesma cena dezenas de vezes para extrair sua melhor interpretação.


Será que Stanley teria se encontrado na vida sem o incentivo de seu pai pela fotografia?

O que seria de sua arte se fizesse como muitos dos cineastas atuais, focados somente no que "agrada ao público" e gera grandes bilheterias?



15 de mar. de 2013

Fazendo as perguntas certas


Sempre que surge um problema, nosso impulso natural é dizer aos outros o que fazer. 

Este é o tipo de atitude que não cria espaço para reflexões, debates e inovação.

Se adicionarmos a isso a busca por velocidade nas decisões, só teremos a REPETIÇÃO das MESMAS soluções para problemas DIFERENTES.

Como evitar esta armadilha?

Faça as perguntas certas.

Fazer as perguntas certas é uma grande arte. E uma condição fundamental para criar os diálogos que as pessoas querem ter. Diálogos que fortaleçam as relações de confiança e comprometimento.

À partir de uma boa pergunta surge a indecisão, a reflexão e o debate.

Grandes soluções começam com boas perguntas.

Aqui vão algumas perguntas certas para uma reflexão sobre sua organização*:


Design Diferente?
O desenho estrutural/organizacional e dos processos é voltado a trabalho
em equipe/alta cooperação ou incentiva o trabalho isolado, fragmentário?
E os sistemas de RH?


Liderança Coerente?
Os líderes da organização (pessoas em posições que pressupõem
liderança de grupos) cooperam entre si e estimulam trabalho em equipe
ou geram competição e formam “feudos”, isolados do conjunto?


Habilidades Coerentes?
As pessoas da organização têm as habilidades essenciais (capacidade
de dialogar, de ouvir, de se relacionar positivamente, de harmonizar
interesses, de negociar etc.) para efetivamente trabalharem em equipe?


Comunicação Coerente?
As pessoas têm informações e feedback apropriado para um efetivo
trabalho de “grande equipe”, ou seja, voltado à organização como um todo?


Modelos Mentais Coerentes?
As pessoas (colaboradores e executivos) têm uma visão adequada da
“anatomia dos resultados” do negócio da organização ou só conhecem
um pequeno fragmento do processo e, portanto, não estão preparadas
para atuar em prol do todo?

* Extraído de reflexões sobre a organização - Amana-Key 2008

5 de jan. de 2013

A Balada do Louco



O filme Loki - Arnaldo Baptista é uma lição de vida.

Uma lição que nos mostra que é possível trazer mais alegria e inocência de volta ao mundo.

Arnaldo criou Os Mutantes no final dos anos 1960 junto com seu irmão Sérgio e Rita Lee. Uma banda revolucionária que foi um dos pilares da Tropicália e inovou ao criar um Rock and Roll verdadeiramente brasileiro.

Sucesso, drogas, brigas e separações.

Até aí nada de novo para uma banda de Rock.

Mas o que verdadeiramente importa na vida não é a quantidade de dinheiro no banco, os diplomas na parede, os aplausos. A JORNADA é o mais importante.

Afinal de contas, o que estamos construindo? Qual é a nossa jornada?

E Arnaldo, com seus altos e baixos, teve (e está tendo) uma jornada fantástica. Um grande aprendizado sobre amor, nascer, morrer e renascer. Sobre criar novos caminhos, talentos e sonhos.

Ele viveu intensamente sua Balada do Louco.


Dizem que sou louco por pensar assim

Se eu sou muito louco por eu ser feliz

Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz


Se eles são bonitos, sou Alain Delon

Se eles são famosos, sou Napoleão


Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor

Não ser o normal

Se eu posso pensar que Deus sou eu


Se eles têm três carros, eu posso voar

Se eles rezam muito, eu já estou no céu


Mas louco é quem me diz

E não é feliz, não é feliz

Eu juro que é melhor

Não ser o normal

Se eu posso pensar que Deus sou eu


Sim sou muito louco, não vou me curar

Já não sou o único que encontrou a paz


Mas louco é quem me diz

E não é feliz, eu sou feliz


Balada do Louco - Os Mutantes, 1972.



23 de nov. de 2012

A Arte das Conversações


Responda as perguntas abaixo pensando em todas as reuniões que você fez nesta semana: 
  • Em quais você sentiu que algo realmente novo estava emergindo?
  • Quando se sentiu totalmente presente naquele momento, sem pensar em nada além daquilo que estava ouvindo?
  • Quando você se permitiu ficar em silêncio por alguns instantes antes de responder a pergunta que alguém fez?
  • Qual foi a última conversa profunda que você teve com alguém?

As conversas tem um poder incrível de nos conectar com o outro. De gerar ideias inovadoras, entender o outro e seu mundo. Aprender com o outro, criar novas realidades para nós e aqueles que estão a nosso redor.

Mas com a loucura da vida atual, estamos nos esquecendo disso. O foco excessivo no FAZER, em encarar tudo como uma TAREFA, está destruindo a profundidade das nossas conversas.

O World Café é uma metodologia incrível (e extremamente simples) que permite mudar esta realidade.

Uma das premissas essenciais deste método: as respostas, soluções, já existem na sabedoria coletiva daqueles que trabalham e vivem conosco todos os dias.

Uma conversa de World Café pode acontecer com grupos pequenos ou grandes. Eu já participei de uma sessão com mais de 200 pessoas.

Divida seu grupo em mesas com 4 ou 5 participantes. Coloque uma grande folha de papel para que todos possam anotar e até desenhar o que será discutido. Crie perguntas provocativas sobre o tema a ser discutido e comece. Após alguns minutos, faça os participantes trocarem de mesa e deixe apenas 1 representante de casa mesa fixo, de forma a contar o que foi discutido para os novos integrantes.

Ao final, faça uma reflexão sobre o processo com todos os participantes, documente os insights, anotações, desenhos e crie um plano para que as ações/ideias prioritárias se tornem uma realidade.

E o mais importante, siga os princípios da metodologia:

> Estabeleça o CONTEXTO
> Crie um ESPAÇO acolhedor
> Explore QUESTÕES significativas
> Estimule a CONTRIBUIÇÃO de todos
> Conecte diferentes PONTOS DE VISTA
> ESCUTEM juntos para descobrir percepções
> Compartilhe DESCOBERTAS coletivas

Recomendo o livro World Café, de Juanita Brown e David Isaacs para quem quer conhecer mais. O capítulo 10 é um resumo caso você queira se tornar um anfitrião de reuniões do Café.

20 de nov. de 2012

Uma imagem para lembrar

Uma imagem para lembrar quando bater a crise sobre carreira.

Obs: note que a "jaula" não se aplica somente ao trabalho...

Qual a sua prisão atual?



13 de out. de 2010

Mendigos na Bienal

Mendigos (Beggars), de Kutlug Ataman, uma das obras da Bienal de Arte de SP.



Nas próprias palavras da Bienal, sua proposta:

A vigésima nona Bienal de São Paulo é simultaneamente uma celebração do fazer artístico e uma afirmação de sua responsabilidade perante a vida; momento de desconcerto dos sentidos e, ao mesmo tempo, de geração de conhecimento que não se encontra em mais parte alguma. Busca envolver o público na experiência sensível que a trama das obras expostas promove e também na capacidade destas de refletir criticamente o mundo em que estão inscritas. Oferece exemplos, enfim, de como a arte tece, entranhada nela mesma, uma política.

www.29bienal.org.br
Até 12 de Dezembro no Parque do Ibirapuera

Altamente recomendável!