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11 de ago. de 2017
3 de ago. de 2017
Uma razão por dia para ser grato
Todos temos nossos dias de altos e baixos. E não há mal nenhum nisso.
Mundo perfeito só existe no Facebook.
Aqui, no mundo real, há pessoas que expressam seu melhor hoje e no dia seguinte sofrem. Pessoas confiantes hoje e frágeis amanhã. Pessoas lutando para colocar seu foco no momento presente e atormentadas pelos seus medos.
No mundo real também temos esta tendência de enxergar o copo mais vazio do que cheio...Olhar mais para o que está faltando do que agradecer pelo que já temos.
A verdade é uma só: somos imperfeitos. E afinal, o que há de errado nisso?
É por isso que a Psicologia Positiva tem dado um novo impulso ao Desenvolvimento Humano, em praticamente todas as áreas: negócios, educação, saúde, vida pessoal. A Psicologia Positiva aceita que somos imperfeitos e que o caminho por uma vida por mais Bem Estar está muito mais em maximizar nossos potenciais do que em sempre querer corrigir nossas fraquezas.
Eu sou uma pessoa que vivo no mundo real (apesar de ser usuário do Facebook e outras mídias sociais :)
E como muitos também tenho meus dias de olhar o copo mais vazio do que cheio. E foi por isso que decidi comprar uma caixinha de gratidão. Agora ela fica no meu escritório e todos que passam por lá podem tirar um cartão. Cada cartão tem uma mensagem que nos leva a agradecer pelas pequenas coisas da vida através de frases como estas:
"Não temos que nos levar tão a sério."
"Fomos capazes de aprender algumas coisas ao longo dos anos."
"Podemos nos reinventar - um pouco."
É incrível como "criar contexto", colocar objetos nos lugares certos na nossa casa, escritório, tem um poder imenso de nos relembrar algumas coisas...Acho que a caixinha funciona exatamente assim.
Se você quiser comprar, está no site da School of Life, que aliás possui uma sede em São Paulo, com ótimos cursos. Aproveite.
21 de jul. de 2017
Se você tem filhos, leia isto.
Um depoimento lindo. Que possa nos inspirar a remar contra a maré de stress e pessoas viciadas em multi-tarefas que a vida moderna nos impõe.
Que histórias como esta continuem nos ensinando que viver no momento presente é uma das (talvez a principal) prática para uma vida plena.
O dia em que parei de mandar minha filha andar logo
Rachel Macy Stafford
Tradução: Equipe do Portal Aprendiz
Quando se está vivendo uma vida distraída, dispersa, cada minuto precisa ser contabilizado. Você sente que precisa estar cumprindo alguma tarefa da lista, olhando para uma tela, ou correndo para o próximo compromisso. E não importa de quantas maneiras você divide o seu tempo e atenção, não importa quantas obrigações você cumpra em modo multi-tarefa, nunca há tempo suficiente em um dia.
Essa foi minha vida por dois anos frenéticos. Meus pensamentos e ações foram controlados por notificações eletrônicas, toques de celular e uma agenda lotada. Cada fibra do meu sargento interior queria cumprir com o tempo de cada atividade marcada na minha agenda super-lotada, mas eu nunca conseguia estar à altura.
Sempre que minha criança fazia com que desviasse da minha agenda principal, eu pensava comigo mesmo: “Nós não temos tempo pra isso.”
Veja bem, seis anos atrás, eu fui abençoada com uma criança tranquila, sem preocupações, do tipo que para para cheirar flores.
Quando eu precisava sair de casa, ela estava levando seu doce tempo pegando uma bolsa e uma coroa brilhante.
Quando eu precisava estar em algum lugar há cinco minutos, ela insistia em colocar o cinto de segurança em seu bichinho de pelúcia.
Quando eu precisava pegar um almoço rápido num fast-food, ela parava para conversar com uma senhora que parecia com sua avó.
Quando eu tinha 30 minutos para caminhar, ela queria que eu parasse o carrinho e acariciasse todos os cachorros em nosso percurso.
Quando eu tinha uma agenda cheia que começava às 6h da manhã, ela me pedia para quebrar os ovos e mexê-los gentilmente.
Minha criança sem preocupações foi um presente para minha personalidade apressada e tarefeira – mas eu não pude perceber isso. Ó não, quando se vive uma vida dispersa, você tem uma visão em forma de túnel – sempre olhando para o próximo compromisso na agenda. E qualquer coisa que não possa ser ticada na lista é uma perda de tempo.
Sempre que minha criança fazia com que desviasse da minha agenda principal, eu pensava comigo mesmo: “Nós não temos tempo pra isso.” Consequentemente, as duas palavras que eu mais falava para minha pequena amante da vida eram: “anda logo”.
Eu começava minhas frases com isso:
Anda logo, nós vamos nos atrasar.
Eu terminava frases com isso:
Nós vamos perder tudo se você não andar logo.
Eu terminava meu dia com isso.
Anda logo e e escove seus dentes. Anda logo e vai pra cama.
Ainda que as palavras “anda logo” fizessem pouco ou nada para aumentar a velocidade de minha filha, eu as dizia de qualquer maneira. Talvez até mais do que dizia “eu te amo”.
Até que em um dia fatídico, as coisas mudaram. Eu havia acabada de pegar minha filha mais velha de sua escola e estávamos saindo do carro. Não indo rápido o suficiente para o seu gosto, minha filha mais velha disse para sua irmã pequena, “você é lenta”. E quando, após isso, ela cruzou seus braços e soltou um suspiro exasperado, eu me vi – e foi uma visão de embrulhar as tripas.
Eu fazia o bullying que empurrava e pressionava e apressava uma pequena criança que simplesmente queria aproveitar a vida.
Meus olhos foram abertos; eu vi com clareza o dano que minha existência apressada estava causando às minhas duas filhas.
Com a voz trêmula, olhei para os olhos da minha filha mais nova e disse: “Me desculpe por ficar fazendo você se apressar, andar logo. Eu amo que você, tome seu tempo e eu quero ser mais como você”.
Ambas me olharam surpresas com a minha dolorosa confissão, mas a face da mais nova sustentava o inequívoco brilho da aceitação e do reconhecimento.
“Eu prometo ser mais paciente daqui em diante”, disse enquanto abraçava minha filha de cabelos encaracolados. Ela estava radiante diante da promessa recém-descoberta de sua mãe.
Foi bem fácil banir o “anda logo” do meu vocabulário. O que não foi tão fácil foi adquirir a paciência para esperar pela minha vagarosa criança. Para nos ajudar a lidar com isso, eu comecei a lhe dar um pouco mais de tempo para se preparar se nós tivéssemos que ir a algum lugar. Algumas vezes, ainda assim, ainda nos atrasávamos. Foram tempos em que eu tive que reafirmar que eu estaria atrasada, nem que se fosse por alguns anos, se tanto, enquanto ela ainda é jovem.
Quando minha filha e eu saíamos para caminhar ou íamos até a loja, eu deixava que ela definisse o ritmo. Toda vez que ela parava para admirar algo, eu afastava os pensamentos de coisas do trabalho e simplesmente a observava as expressões de sua face que nunca havia visto antes. Estudava com o olhar as sardas em sua mão e o jeito que seus olhos se ondulavam e enrugavam quando ela sorria. Eu percebi que as pessoas respondiam quando ela parava para conversar. Eu reparei como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela é uma observadora, e eu rapidamente aprendi que os observadores do mundo são presentes raros e belos. Foi quando, finalmente, me dei conta de que ela era um presente para minha alma frenética.
Minha promessa de ir mais devagar foi feita há quase três anos e ao mesmo tempo eu comecei minha jornada de abrir mão das distrações diárias e agarrar o que importa na vida. E viver num ritmo mais devagar demanda um esforço concentrado. Minha filha mais nova é meu lembrete vivo do porquê eu preciso continuar tentando. E de fato, outro dia, ela me lembrou de novo.
Nós duas estávamos fazendo um passeio de bicicleta, indo para uma barraquinha de sorvetes enquanto ela estava de férias. Após comprar uma gostosura gelada para minha filha, ela sentou em uma mesa de piquenique e observou deliciada a torre gélida que tinha em suas mãos.
De repente, um olhar de preocupação atravessou seu rosto. “Devo me apressar, mamãe?”
Eu poderia ter chorado. Talvez as cicatrizes de uma vida apressada nunca despareçam completamente, pensei, tristemente.
Enquanto minha filha olhava para mim esperando para saber se ela poderia fazer as coisas em seu ritmo, eu sabia que eu tinha uma escolha. Poderia continuar sentada ali melancolicamente lembrando o número de vezes que eu apressei minha filha através da vida… ou eu poderia celebrar o fato de que hoje estou tentando fazer as coisas de outra forma.
Eu escolhi viver o hoje.
“Você não precisa se apressar. Tome seu tempo”, eu disse gentilmente. Toda sua cara instantaneamente abrilhantou-se e seus ombros relaxaram.
E então ficamos sentadas, lado a lado, falando sobre coisas que crianças de 6 anos que tocam ukelele gostam de falar. Houve momentos em que ficamos em silêncio, sorrindo uma para a outra e admirando os sons e imagens ao nosso redor.
Eu imaginei que ela fosse comer todo o sorvete – mas quando ela chegou na última mordida, ela levantou uma colheirada repleta de cristais de gelo e suco para mim. “Eu guardei a última mordida pra você, mamãe”, disse orgulhosa.
Enquanto aquela delícia gelada matava minha sede, eu percebi que consegui um negócio da China. Eu dei tempo para minha filha e em troca ela me deu sua última mordida de sorvete e me lembrou que as coisas tem um gosto mais doce e o amor vem mais dócil quando você para de correr apressada pela vida.
Seja comendo sorvete, pegando flores, apertando o cinto de bichinhos de pelúcia, quebrando ovos, encontrando conchinhas, observando joaninhas ou andando na calçada.
Nunca mais direi: “Não temos tempo pra isso”, pois é basicamente dizer que não se tem tempo para viver.
Tomar seu tempo, pausar para deleitar-se com as alegrias simples da vida é o único jeito de viver de verdade – acredite em mim, eu aprendi da especialista mundial na arte de viver feliz.
8 de dez. de 2016
Os 10 posts mais acessados de 2016
2016 foi um ano movimentado por aqui:
> Lançamos o canal do Pessoas e Talentos no Youtube
> Mais um curso online: a nova ciência da Motivação
> O curso online de Psicologia Positiva ultrapassou a marca de 1.600 alunos matriculados!
> Mais um curso online: a nova ciência da Motivação
> O curso online de Psicologia Positiva ultrapassou a marca de 1.600 alunos matriculados!
27 de ago. de 2016
Programa Hora do ENEM
Temos que saber reconhecer quando um programa público é bem feito.
Hoje fiquei sabendo sobre o projeto Hora do ENEM, acessível aqui.
Um site com conteúdo gratuito e preparatório para o ENEM. Uma iniciativa do Ministério da Educação.
Dei aulas em cursinhos comunitários durante alguns anos. Presenciei a jornada do vestibular. Um caminho que exige muito sacrifício dos alunos. Com uma plataforma online e interativa como a Hora do ENEM, o estudo fica muito mais fácil.
Outro aspecto que me agrada muito é a Democracia do acesso à informação. Qualquer cidadão que tenha uma conexão de internet pode estudar para o ENEM através do site. Oportunidade igual para todos.
Compartilhe em suas redes!
13 de fev. de 2016
Em Busca da Perfeição
Quando o filme é bom a gente logo percebe. Nos primeiros 15 minutos já está grudado na tela.
Com Whiplash - Em Busca da Perfeição foi assim.
O filme é daqueles que provoca, incomoda, te tira da zona de conforto.
Os protagonistas não são perfeitos, longe disso. Não há luta do bem contra o mal. São apenas seres humanos, cheio de sonhos, esperanças, medo, raiva, ego. Como todos nós.
Os protagonistas não são perfeitos, longe disso. Não há luta do bem contra o mal. São apenas seres humanos, cheio de sonhos, esperanças, medo, raiva, ego. Como todos nós.
O foco do filme é na relação entre um professor da melhor escola de música do país e um aluno de bateria.
O método de ensino do professor é brutal, rígido, uma autoridade que se impõe pelo medo. No início ele parece um monstro, mas aos poucos vai mostrando sua face humana. Acredita que seu método é o único capaz de revelar um novo gênio e não apenas mais um bom músico.
É fácil cair na armadilha de rotular o professor como um monstro e o aluno como o coitado da história. Mas conforme o filme avança, percebemos o quanto a trama é mais profunda e complexa.
Nunca acreditei que este método de ensinar/liderar pelo medo dê certo. As pessoas são seres complexos demais para apenas receberem ordens. Um estilo moderno de liderança passa por democracia, transparência, empatia, saber escutar, enfim, o oposto do método apresentado no filme.
Mas Whiplash é genial nas provocações em que faz e ao despertar o debate para questões fundamentais:
- Como despertar o melhor de cada um?
- Qual o papel do professor para despertar o melhor de seus alunos?
- Há um estilo único de ensino / gestão de pessoas que seja eficaz? O estilo deve se adaptar às características dos alunos / funcionários?
Se você quer investir 2 horas num bom programa, não perca este filme.
O método de ensino do professor é brutal, rígido, uma autoridade que se impõe pelo medo. No início ele parece um monstro, mas aos poucos vai mostrando sua face humana. Acredita que seu método é o único capaz de revelar um novo gênio e não apenas mais um bom músico.
É fácil cair na armadilha de rotular o professor como um monstro e o aluno como o coitado da história. Mas conforme o filme avança, percebemos o quanto a trama é mais profunda e complexa.
Nunca acreditei que este método de ensinar/liderar pelo medo dê certo. As pessoas são seres complexos demais para apenas receberem ordens. Um estilo moderno de liderança passa por democracia, transparência, empatia, saber escutar, enfim, o oposto do método apresentado no filme.
Mas Whiplash é genial nas provocações em que faz e ao despertar o debate para questões fundamentais:
- Como despertar o melhor de cada um?
- Qual o papel do professor para despertar o melhor de seus alunos?
- Há um estilo único de ensino / gestão de pessoas que seja eficaz? O estilo deve se adaptar às características dos alunos / funcionários?
Se você quer investir 2 horas num bom programa, não perca este filme.
5 de jan. de 2016
Os 5 posts mais acessados de 2015
Escrever num site é engraçado. Faço isso há 6 anos e ainda me surpreendo.
Às vezes os textos mais trabalhosos são pouco acessados. Outras de fato os posts que eu mais gostei ou em que gastei mais neurônios são também os mais lidos.
Segue uma lista dos 5 posts mais acessados em 2015:
Curso online de Psicologia Positiva
As pessoas estão tristes
Uma história que todo gestor de pessoas deve ler
Cansei de ouvir coisas do tipo: larguei meu emprego, abri minha empresa e hoje sou o milionário mais feliz do mundo...
Um texto que todo pai e mãe deve ler
28 de nov. de 2015
Por que o Brasil de hoje lembra a Inglaterra dos anos 60
Gosto muito de textos provocadores. Neste caso confesso que num primeiro olhar mais discordei do que concordei...Mas depois fui digerindo o conteúdo e tendo novos insights...
Acho que este é o ganho de uma boa provocação: nos tirar da zona de conforto. E isso é incrível para ampliar nossa visão, trazer novas perspectivas.
Quem não provoca e não se deixa provocar acaba se acomodando. E comodismo é um perigo tanto em termos profissionais quanto pessoais...
Quais os melhores textos, filmes, livros, frases provocadoras que você ouviu recentemente?
Minha primeira geladeira e por que o Brasil de hoje lembra a Inglaterra dos anos 60
Acho que este é o ganho de uma boa provocação: nos tirar da zona de conforto. E isso é incrível para ampliar nossa visão, trazer novas perspectivas.
Quem não provoca e não se deixa provocar acaba se acomodando. E comodismo é um perigo tanto em termos profissionais quanto pessoais...
Quais os melhores textos, filmes, livros, frases provocadoras que você ouviu recentemente?
Minha primeira geladeira e por que o Brasil de hoje lembra a Inglaterra dos anos 60
Tim Vickery*Colunista da BBC Brasil13 de Novembro de 2015
Acho que nasci com alguma parte virada para a lua. Chegar ao mundo na Inglaterra em 1965 foi um golpe e tanto de sorte. Que momento! The Rolling Stones cantavam I Can’t Get no Satisfaction, mas a minha trilha sonora estava mais para uma música do The Who, Anyway, Anyhow, Anywhere.
Na minha infância, nossa família nunca teve carro ou telefone, e lembro a vida sem geladeira, televisão ou máquina de lavar. Mas eram apenas limitações, e não o medo e a pobreza que marcaram o início da vida dos meus pais.
Tive saúde e escolas dignas e de graça, um bairro novo e verde nos arredores de Londres, um apartamento com aluguel a preço popular – tudo fornecido pelo Estado. E tive oportunidades inéditas. Fui o primeiro da minha família a fazer faculdade, uma possibilidade além dos horizontes de gerações anteriores. E não era de graça. Melhor ainda, o Estado me bancava.
Olhando para trás, fica fácil identificar esse período como uma época de ouro. O curioso é que, quando lemos os jornais dessa época, a impressão é outra. Crise aqui, crise lá, turbulência econômica, política e de relações exteriores. Talvez isso revele um pouco a natureza do jornalismo, sempre procurando mazelas. É preciso dar um passo para trás das manchetes para ganhar perspectiva.
Será que, em parte, isso também se aplica ao Brasil de 2015?
Não tenho dúvidas de que o país é hoje melhor do que quando cheguei aqui, 21 anos atrás. A estabilidade relativa da moeda, o acesso ao crédito, a ampliação das oportunidades e as manchetes de crise – tudo me faz lembrar um pouco da Inglaterra da minha infância.
Por lá, a arquitetura das novas oportunidades foi construída pelo governo do Partido Trabalhista nos anos depois da Segunda Guerra (1945-55). E o Partido Conservador governou nos primeiros anos da expansão do consumo popular (1955-64). Eles contavam com um primeiro-ministro hábil e carismático, Harold Macmillan, que, em 1957, inventou a frase emblemática da época: "nunca foi tão bom para você" ("you’ve never had it so good", em inglês).
É a versão britânica do "nunca antes na história desse país". Impressionante, por sinal, como o discurso de Macmillan trazia quase as mesmas palavras, comemorando um "estado de prosperidade como nunca tivemos na história deste país" ("a state of prosperity such as we have never had in the history of this country", em inglês).
Macmillan, "Supermac" na mídia, era inteligente o suficiente para saber que uma ação gera uma reação. Sentia na pele que setores da classe média, base de apoio principal de seu partido, ficaram incomodados com a ascensão popular.
Em 1958, em meio a greves e negociações com os sindicatos, notou "a raiva da classe média" e temeu uma "luta de classes". Quatro anos mais tarde, com o seu partido indo mal nas pesquisas, ele interpretou o desempenho como resultado da "revolta da classe média e da classe média baixa", que se ressentiam da intensa melhora das condições de vida dos mais pobres ou da chamada "classe trabalhadora" ("working class", em inglês) na Inglaterra.
Em outras palavras, parte da crise política que ele enfrentava foi vista como um protesto contra o próprio progresso que o país tinha alcançado entre os mais pobres.
Mais uma vez, eu faço a pergunta – será que isso também se aplica ao Brasil de 2015?
Alguns anos atrás, encontrei um conterrâneo em uma pousada no litoral carioca. Ele, já senhor de idade, trabalhava como corretor da bolsa de valores. Me contou que saiu da Inglaterra no início da década de 70, revoltado porque a classe operária estava ganhando demais.
No Brasil semifeudal, achou o seu paraíso. Cortei a conversa, com vontade de vomitar. Como ele podia achar que suas atividades valessem mais do que as de trabalhadores em setores menos "nobres"? Me despedi do elemento com a mesquinha esperança de que um assalto pudesse mudar sua maneira de pensar a distribuição de renda.
Mais tarde, de cabeça fria, tentei entender. Ele crescera em uma ordem social que estava sendo ameaçada, e fugiu para um lugar onde as suas ultrapassadas certezas continuavam intactas.
Agora, não preciso nem fazer a pergunta. Posso fazer uma afirmação. Essa história se aplica perfeitamente ao Brasil de 2015. Tem muita gente por aqui com sentimentos parecidos. No fim das contas, estamos falando de uma sociedade com uma noção muito enraizada de hierarquia, onde, de uma maneira ainda leve e superficial, a ordem social está passando por transformações. Óbvio que isso vai gerar uma reação.
No cenário atual, sobram motivos para protestar. Um Estado ineficiente, um modelo econômico míope sofrendo desgaste, burocracia insana, corrupção generalizada, incentivada por um sistema político onde governabilidade se negocia.
A revolta contra tudo isso se sente na onda de protestos. Mas tem um outro fator muito mais nocivo que inegavelmente também faz parte dos protestos: uma reação contra o progresso popular. Há vozes estridentes incomodadas com o fato de que, agora, tem que dividir certos espaços (aeroportos, faculdades) com pessoas de origem mais humilde. Firme e forte é a mentalidade do: "de que adianta ir a Paris para cruzar com o meu porteiro?".
Harold Macmillan, décadas atrás, teve que administrar o mesmo sentimento elitista de seus seguidores. Mas, apesar das manchetes alarmistas da época, foi mais fácil para ele. Há mais riscos e volatilidade neste lado do Atlântico. Uma crise prolongada ameaça, inclusive, anular algumas das conquistas dos últimos anos. Consumo não é tudo, mas tem seu valor. Sei por experiência própria que a primeira geladeira a gente nunca esquece.
* Tim Vickery é colunista da BBC Brasil e formado em História e Política pela Universidade de Warwick
Na minha infância, nossa família nunca teve carro ou telefone, e lembro a vida sem geladeira, televisão ou máquina de lavar. Mas eram apenas limitações, e não o medo e a pobreza que marcaram o início da vida dos meus pais.
Tive saúde e escolas dignas e de graça, um bairro novo e verde nos arredores de Londres, um apartamento com aluguel a preço popular – tudo fornecido pelo Estado. E tive oportunidades inéditas. Fui o primeiro da minha família a fazer faculdade, uma possibilidade além dos horizontes de gerações anteriores. E não era de graça. Melhor ainda, o Estado me bancava.
Olhando para trás, fica fácil identificar esse período como uma época de ouro. O curioso é que, quando lemos os jornais dessa época, a impressão é outra. Crise aqui, crise lá, turbulência econômica, política e de relações exteriores. Talvez isso revele um pouco a natureza do jornalismo, sempre procurando mazelas. É preciso dar um passo para trás das manchetes para ganhar perspectiva.
Será que, em parte, isso também se aplica ao Brasil de 2015?
Não tenho dúvidas de que o país é hoje melhor do que quando cheguei aqui, 21 anos atrás. A estabilidade relativa da moeda, o acesso ao crédito, a ampliação das oportunidades e as manchetes de crise – tudo me faz lembrar um pouco da Inglaterra da minha infância.
Por lá, a arquitetura das novas oportunidades foi construída pelo governo do Partido Trabalhista nos anos depois da Segunda Guerra (1945-55). E o Partido Conservador governou nos primeiros anos da expansão do consumo popular (1955-64). Eles contavam com um primeiro-ministro hábil e carismático, Harold Macmillan, que, em 1957, inventou a frase emblemática da época: "nunca foi tão bom para você" ("you’ve never had it so good", em inglês).
É a versão britânica do "nunca antes na história desse país". Impressionante, por sinal, como o discurso de Macmillan trazia quase as mesmas palavras, comemorando um "estado de prosperidade como nunca tivemos na história deste país" ("a state of prosperity such as we have never had in the history of this country", em inglês).
Macmillan, "Supermac" na mídia, era inteligente o suficiente para saber que uma ação gera uma reação. Sentia na pele que setores da classe média, base de apoio principal de seu partido, ficaram incomodados com a ascensão popular.
Em 1958, em meio a greves e negociações com os sindicatos, notou "a raiva da classe média" e temeu uma "luta de classes". Quatro anos mais tarde, com o seu partido indo mal nas pesquisas, ele interpretou o desempenho como resultado da "revolta da classe média e da classe média baixa", que se ressentiam da intensa melhora das condições de vida dos mais pobres ou da chamada "classe trabalhadora" ("working class", em inglês) na Inglaterra.
Em outras palavras, parte da crise política que ele enfrentava foi vista como um protesto contra o próprio progresso que o país tinha alcançado entre os mais pobres.
Mais uma vez, eu faço a pergunta – será que isso também se aplica ao Brasil de 2015?
Alguns anos atrás, encontrei um conterrâneo em uma pousada no litoral carioca. Ele, já senhor de idade, trabalhava como corretor da bolsa de valores. Me contou que saiu da Inglaterra no início da década de 70, revoltado porque a classe operária estava ganhando demais.
No Brasil semifeudal, achou o seu paraíso. Cortei a conversa, com vontade de vomitar. Como ele podia achar que suas atividades valessem mais do que as de trabalhadores em setores menos "nobres"? Me despedi do elemento com a mesquinha esperança de que um assalto pudesse mudar sua maneira de pensar a distribuição de renda.
Mais tarde, de cabeça fria, tentei entender. Ele crescera em uma ordem social que estava sendo ameaçada, e fugiu para um lugar onde as suas ultrapassadas certezas continuavam intactas.
Agora, não preciso nem fazer a pergunta. Posso fazer uma afirmação. Essa história se aplica perfeitamente ao Brasil de 2015. Tem muita gente por aqui com sentimentos parecidos. No fim das contas, estamos falando de uma sociedade com uma noção muito enraizada de hierarquia, onde, de uma maneira ainda leve e superficial, a ordem social está passando por transformações. Óbvio que isso vai gerar uma reação.
No cenário atual, sobram motivos para protestar. Um Estado ineficiente, um modelo econômico míope sofrendo desgaste, burocracia insana, corrupção generalizada, incentivada por um sistema político onde governabilidade se negocia.
A revolta contra tudo isso se sente na onda de protestos. Mas tem um outro fator muito mais nocivo que inegavelmente também faz parte dos protestos: uma reação contra o progresso popular. Há vozes estridentes incomodadas com o fato de que, agora, tem que dividir certos espaços (aeroportos, faculdades) com pessoas de origem mais humilde. Firme e forte é a mentalidade do: "de que adianta ir a Paris para cruzar com o meu porteiro?".
Harold Macmillan, décadas atrás, teve que administrar o mesmo sentimento elitista de seus seguidores. Mas, apesar das manchetes alarmistas da época, foi mais fácil para ele. Há mais riscos e volatilidade neste lado do Atlântico. Uma crise prolongada ameaça, inclusive, anular algumas das conquistas dos últimos anos. Consumo não é tudo, mas tem seu valor. Sei por experiência própria que a primeira geladeira a gente nunca esquece.
* Tim Vickery é colunista da BBC Brasil e formado em História e Política pela Universidade de Warwick
20 de out. de 2015
A mídia precisa se reinventar
Tenho diminuído meus acessos a websites de notícias. Sabem qual a sensação?
Não sinto falta de nada.
A mídia precisa se reinventar. E com urgência!
A pauta atual é 80-90% de notícias ruins, tragédias, corrupção, brigas, ego, ego e mais ego...
Todos sabemos que o Brasil passa por uma crise econômica e política. Mas a mídia (e grande parte da população) parece se esquecer que:
1. Toda crise traz grandes OPORTUNIDADES
Oportunidade para surgir uma nova forma de fazer política, com novos partidos, mais ética, transparência, novos nomes na política, mais pressão da sociedade civil organizada.
Oportunidade para novos negócios, startups revolucionárias que irão criar mais empregos.
Oportunidade para consumirmos menos e sermos mais conscientes em relação ao impacto ambiental do consumo.
Oportunidade para rever ideias, conceitos, formas de viver.
2. Tem muita coisa BOA sendo feita e que simplesmente não é notícia para a mídia
Pense em quantos professores fazem a diferença nas escolas públicas e privadas deste país todos os dias? Por que eles não contam suas histórias de sucesso? Por quê não há espaço na mídia para isso?
Pense nos novos negócios que jovens universitários ou empreendedores de qualquer idade criaram só nestes últimos 3 meses...Somos um país de 200 milhões de pessoas! Tem muita gente por aí fazendo a diferença! Por quê não há espaço na mídia para isso?
Pense em quantos médicos, advogados, assistentes sociais, executivos, pais, mães, avós, tem histórias de sabedoria e amor para compartilhar? Por quê não há espaço na mídia para isso?
A midia (aqueles canais de TV, jornais, revistas e sites que você acessa todo dia) precisa se reinventar.
E sim, tudo isso pode (e deve) ser feito por uma mídia independente e sem qualquer tipo de intervenção do governo.
Já há alguns bons exemplos a serem seguidos...
Visite: asboasnovas.com
11 de jun. de 2015
Um texto que todo pai e mãe deve ler
Gosto muito de textos provocadores. Este é um deles.
Um retrato do nível de loucura dos pais e mães atuais. Parece que estamos nos afastando cada vez mais daquilo que é natural e positivo: amar, viver no presente, curtir tempo livre para lazer, ter relacionamentos saudáveis...
Uma loucura que afeta também o mundo corporativo e a forma tradicional de trabalho nos escritórios.
Sempre há tempo para rever nossos conceitos e viver uma vida diferente. Comece sua mudança agora. Envie este texto para todos que podem se beneficiar desta provocação positiva.
E antes de você ler o texto todo, aqui vai uma pitada super provocadora e atual, embora escrita há quase 400 anos!
In 1653, Izaak Walton described in the Compleat Angler the fate of “poor-rich men”, who “spend all their time first in getting, and next in anxious care to keep it; men that are condemned to be rich, and then always busie or discontented”.
Aspirational parents condemn their children to a desperate, joyless life
George Monbiot
Um retrato do nível de loucura dos pais e mães atuais. Parece que estamos nos afastando cada vez mais daquilo que é natural e positivo: amar, viver no presente, curtir tempo livre para lazer, ter relacionamentos saudáveis...
Uma loucura que afeta também o mundo corporativo e a forma tradicional de trabalho nos escritórios.
Sempre há tempo para rever nossos conceitos e viver uma vida diferente. Comece sua mudança agora. Envie este texto para todos que podem se beneficiar desta provocação positiva.
E antes de você ler o texto todo, aqui vai uma pitada super provocadora e atual, embora escrita há quase 400 anos!
In 1653, Izaak Walton described in the Compleat Angler the fate of “poor-rich men”, who “spend all their time first in getting, and next in anxious care to keep it; men that are condemned to be rich, and then always busie or discontented”.
Aspirational parents condemn their children to a desperate, joyless life
George Monbiot
www.theguardian.com
Perhaps because the alternative is too hideous to contemplate, we persuade ourselves that those who wield power know what they are doing. The belief in a guiding intelligence is hard to shake.
We know that our conditions of life are deteriorating. Most young people have little prospect of owning a home, or even of renting a decent one. Interesting jobs are sliced up, through digital Taylorism, into portions of meaningless drudgery. The natural world, whose wonders enhance our lives, and upon which our survival depends, is being rubbed out with horrible speed. Those to whom we look for guardianship, in government and among the economic elite, do not arrest this decline, they accelerate it.
The political system that delivers these outcomes is sustained by aspiration: the faith that if we try hard enough we could join the elite, even as living standards decline and social immobility becomes set almost in stone. But to what are we aspiring? A life that is better than our own, or worse?
Last week a note from an analyst at Barclays’ Global Power and Utilities group in New York was leaked. It addressed students about to begin a summer internship, and offered a glimpse of the toxic culture into which they are inducted.
“I wanted to introduce you to the 10 Power Commandments … For nine weeks you will live and die by these … We expect you to be the last ones to leave every night, no matter what … I recommend bringing a pillow to the office. It makes sleeping under your desk a lot more comfortable … the internship really is a nine-week commitment at the desk … an intern asked our staffer for a weekend off for a family reunion – he was told he could go. He was also asked to hand in his BlackBerry and pack up his desk … Play time is over and it’s time to buckle up.”
Play time is over, but did it ever begin? If these students have the kind of parents featured in the Financial Times last month, perhaps not. The article marked a new form of employment: the nursery consultant. These people, who charge from £290 an hour, must find a nursery that will put their clients’ toddlers on the right track to an elite university.
Mental health beds for children increased by 50%, but still failed to meet demand They spoke of parents who had already decided that their six-month-old son would go to Cambridge then Deutsche Bank, or whose two-year-old daughter “had a tutor for two afternoons a week (to keep on top of maths and literacy) as well as weekly phonics and reading classes, drama, piano, beginner French and swimming. They were considering adding Mandarin and Spanish. ‘The little girl was so exhausted and on edge she was terrified of opening her mouth.’”
In New York, playdate coaches charging $450 an hour train small children in the social skills that might help secure their admission to the most prestigious private schools. They are taught to hide traits that could suggest they’re on the autistic spectrum, which might reduce their chances of selection.
From infancy to employment, this is a life-denying, love-denying mindset, informed not by joy or contentment, but by an ambition that is both desperate and pointless, for it cannot compensate for what it displaces: childhood, family life, the joys of summer, meaningful and productive work, a sense of arrival, living in the moment. For the sake of this toxic culture, the economy is repurposed, the social contract is rewritten, the elite is released from tax, regulation and the other restraints imposed by democracy.
Where the elite goes, we are induced to follow. As if the assessment regimes were too lax in UK primary schools, last year the education secretary announced a new test for four-year-olds. A primary school in Cambridge has just taken the obvious next step: it is now streaming four-year-olds into classes according to perceived ability. The education and adoption bill, announced in the Queen’s speech, will turn the screw even tighter. Will this help children, or hurt them?
Who knows? Governments used to survey the prevalence of children’s mental health issues every five years, but this ended in 2004. Imagine publishing no figures since 2004 on, say, childhood cancer, and you begin to understand the extent to which successive governments have chosen to avoid this issue. If aspirational pressure is not enhancing our wellbeing but damaging it, those in power don’t want to know.
But there are hints. Mental health beds for children in England increased by 50% between 1999 and 2014, but still failed to meet demand. Children suffering mental health crises are being dumped in adult wards or even left in police cells because of the lack of provision (put yourself in their position and imagine the impact).
The number of children admitted to hospital because of self-harm has risen by 68% in 10 years, while the number of young patients with eating disorders has almost doubled in three years. Without good data, we don’t have a clear picture of what the causes might be, but it’s worth noting that in the past year, according to the charity YoungMinds, the number of children receiving counselling for exam stress has tripled.
An international survey of children’s wellbeing found that the UK, where such pressures are peculiarly intense, ranked 13th out of 15 countries for children’s life satisfaction, 13th for agreement with the statement “I like going to school”, 14th for children’s satisfaction with their bodies and 15th for self-confidence. So all that pressure and cramming and exhortation – that worked, didn’t it?
In the cause of self-advancement, we are urged to sacrifice our leisure, our pleasures and our time with partners and children, to climb over the bodies of our rivals and to set ourselves against the common interests of humankind. And then? We discover that we have achieved no greater satisfaction than that with which we began.
In 1653, Izaak Walton described in the Compleat Angler the fate of “poor-rich men”, who “spend all their time first in getting, and next in anxious care to keep it; men that are condemned to be rich, and then always busie or discontented”. Today this fate is confused with salvation.
Finish your homework, pass your exams, spend your 20s avoiding daylight, and you too could live like the elite. But who in their right mind would want to?
Perhaps because the alternative is too hideous to contemplate, we persuade ourselves that those who wield power know what they are doing. The belief in a guiding intelligence is hard to shake.
We know that our conditions of life are deteriorating. Most young people have little prospect of owning a home, or even of renting a decent one. Interesting jobs are sliced up, through digital Taylorism, into portions of meaningless drudgery. The natural world, whose wonders enhance our lives, and upon which our survival depends, is being rubbed out with horrible speed. Those to whom we look for guardianship, in government and among the economic elite, do not arrest this decline, they accelerate it.
The political system that delivers these outcomes is sustained by aspiration: the faith that if we try hard enough we could join the elite, even as living standards decline and social immobility becomes set almost in stone. But to what are we aspiring? A life that is better than our own, or worse?
Last week a note from an analyst at Barclays’ Global Power and Utilities group in New York was leaked. It addressed students about to begin a summer internship, and offered a glimpse of the toxic culture into which they are inducted.
“I wanted to introduce you to the 10 Power Commandments … For nine weeks you will live and die by these … We expect you to be the last ones to leave every night, no matter what … I recommend bringing a pillow to the office. It makes sleeping under your desk a lot more comfortable … the internship really is a nine-week commitment at the desk … an intern asked our staffer for a weekend off for a family reunion – he was told he could go. He was also asked to hand in his BlackBerry and pack up his desk … Play time is over and it’s time to buckle up.”
Play time is over, but did it ever begin? If these students have the kind of parents featured in the Financial Times last month, perhaps not. The article marked a new form of employment: the nursery consultant. These people, who charge from £290 an hour, must find a nursery that will put their clients’ toddlers on the right track to an elite university.
Mental health beds for children increased by 50%, but still failed to meet demand They spoke of parents who had already decided that their six-month-old son would go to Cambridge then Deutsche Bank, or whose two-year-old daughter “had a tutor for two afternoons a week (to keep on top of maths and literacy) as well as weekly phonics and reading classes, drama, piano, beginner French and swimming. They were considering adding Mandarin and Spanish. ‘The little girl was so exhausted and on edge she was terrified of opening her mouth.’”
In New York, playdate coaches charging $450 an hour train small children in the social skills that might help secure their admission to the most prestigious private schools. They are taught to hide traits that could suggest they’re on the autistic spectrum, which might reduce their chances of selection.
From infancy to employment, this is a life-denying, love-denying mindset, informed not by joy or contentment, but by an ambition that is both desperate and pointless, for it cannot compensate for what it displaces: childhood, family life, the joys of summer, meaningful and productive work, a sense of arrival, living in the moment. For the sake of this toxic culture, the economy is repurposed, the social contract is rewritten, the elite is released from tax, regulation and the other restraints imposed by democracy.
Where the elite goes, we are induced to follow. As if the assessment regimes were too lax in UK primary schools, last year the education secretary announced a new test for four-year-olds. A primary school in Cambridge has just taken the obvious next step: it is now streaming four-year-olds into classes according to perceived ability. The education and adoption bill, announced in the Queen’s speech, will turn the screw even tighter. Will this help children, or hurt them?
Who knows? Governments used to survey the prevalence of children’s mental health issues every five years, but this ended in 2004. Imagine publishing no figures since 2004 on, say, childhood cancer, and you begin to understand the extent to which successive governments have chosen to avoid this issue. If aspirational pressure is not enhancing our wellbeing but damaging it, those in power don’t want to know.
But there are hints. Mental health beds for children in England increased by 50% between 1999 and 2014, but still failed to meet demand. Children suffering mental health crises are being dumped in adult wards or even left in police cells because of the lack of provision (put yourself in their position and imagine the impact).
The number of children admitted to hospital because of self-harm has risen by 68% in 10 years, while the number of young patients with eating disorders has almost doubled in three years. Without good data, we don’t have a clear picture of what the causes might be, but it’s worth noting that in the past year, according to the charity YoungMinds, the number of children receiving counselling for exam stress has tripled.
An international survey of children’s wellbeing found that the UK, where such pressures are peculiarly intense, ranked 13th out of 15 countries for children’s life satisfaction, 13th for agreement with the statement “I like going to school”, 14th for children’s satisfaction with their bodies and 15th for self-confidence. So all that pressure and cramming and exhortation – that worked, didn’t it?
In the cause of self-advancement, we are urged to sacrifice our leisure, our pleasures and our time with partners and children, to climb over the bodies of our rivals and to set ourselves against the common interests of humankind. And then? We discover that we have achieved no greater satisfaction than that with which we began.
In 1653, Izaak Walton described in the Compleat Angler the fate of “poor-rich men”, who “spend all their time first in getting, and next in anxious care to keep it; men that are condemned to be rich, and then always busie or discontented”. Today this fate is confused with salvation.
Finish your homework, pass your exams, spend your 20s avoiding daylight, and you too could live like the elite. But who in their right mind would want to?
27 de abr. de 2015
Uma história que todo gestor de pessoas deve ler
Uma história que todo gestor de pessoas, todo pai e mãe, todo líder de um grupo deve ler.
"Uma equipe de pesquisadores liderada pelo psicólogo Robert Rosenthal aplicou testes de inteligência em alunos de uma escola primária. Depois, os pesquisadores disseram aos professores de cada turma quais alunos - digamos, João, Maria e Marcos - os dados identificaram como gênios acadêmicos, aqueles que apresentavam o maior potencial de crescimento. Eles instruíram os professores a não mencionar os resultados do estudo a esses alunos e não passar nem mais nem menos tempo com eles. No final daquele ano, os alunos foram testados novamente e, com efeito, João, Maria e Marco apresentaram um desempenho intelectual fora do comum.
Essa seria uma história previsível, se não fosse pela reviravolta do enredo no final. Na verdade, quando João, Maria e Marco foram testados no início do experimento, eles apresentaram um experimento absoluta e maravilhosamente mediano. Os pesquisadores escolheram os nomes aleatoriamente e mentiram para os professores sobre a capacidade desses alunos."
O quanto você está sendo justo na hora de desenvolver os talentos dos diferentes membros da sua equipe?
Você está criando oportunidades de desenvolvimento e explorando o potencial de todos ou somente criando condições para que o João, a Maria e o Marco se destaquem?
"Uma equipe de pesquisadores liderada pelo psicólogo Robert Rosenthal aplicou testes de inteligência em alunos de uma escola primária. Depois, os pesquisadores disseram aos professores de cada turma quais alunos - digamos, João, Maria e Marcos - os dados identificaram como gênios acadêmicos, aqueles que apresentavam o maior potencial de crescimento. Eles instruíram os professores a não mencionar os resultados do estudo a esses alunos e não passar nem mais nem menos tempo com eles. No final daquele ano, os alunos foram testados novamente e, com efeito, João, Maria e Marco apresentaram um desempenho intelectual fora do comum.
Essa seria uma história previsível, se não fosse pela reviravolta do enredo no final. Na verdade, quando João, Maria e Marco foram testados no início do experimento, eles apresentaram um experimento absoluta e maravilhosamente mediano. Os pesquisadores escolheram os nomes aleatoriamente e mentiram para os professores sobre a capacidade desses alunos."
O quanto você está sendo justo na hora de desenvolver os talentos dos diferentes membros da sua equipe?
Você está criando oportunidades de desenvolvimento e explorando o potencial de todos ou somente criando condições para que o João, a Maria e o Marco se destaquem?
4 de abr. de 2015
10 filmes que você precisa assistir
Filme bom é aquele que nos provoca, que nos faz refletir e querer mudar nossa vida!
10 grandes filmes para você refletir sozinho ou discutir em grupos.
23 de jan. de 2015
O PIB não mede o que realmente importa
Já há algum tempo temos discutido aqui no blog o quanto o PIB é um medidor limitado para avaliar o progresso das nações. Na prática ele mede toda a produção, o que inclui carros e construção de prisões, medicamentos e armas letais.
Da mesma forma que mais riqueza não significa necessariamente mais felicidade, um grande PIB não significa países melhores (ex: algumas potências econômicas são ditaduras - China, Rússia, etc).
Qual progresso realmente importa? Somente o econômico?
Diante desta complexidade, foi criado o ÍNDICE DE PROGRESSO SOCIAL (SPI em inglês) , através de uma entidade que reúne pessoas do calibre de Michael Porter.
Ao invés de medir somente o aumento da produção, o SPI mede 12 indicadores em 3 categorias (Necessidades Básicas, Bem Estar e Oportunidades):
Interessante notar que há claras diferenças entre o PIB per capita e o ranking do SPI. O Brasil, por exemplo, possui um SPI à frente da Rússia, embora tenha um PIB per capita menor. Isso se deve em grande parte pela correlação entre dinheiro e bem estar nem sempre fazer sentido.
Assista ao TED sobre o SPI, que aliás foi gravado no Rio de Janeiro :) (com legendas em Português).
Da mesma forma que mais riqueza não significa necessariamente mais felicidade, um grande PIB não significa países melhores (ex: algumas potências econômicas são ditaduras - China, Rússia, etc).
Qual progresso realmente importa? Somente o econômico?
Diante desta complexidade, foi criado o ÍNDICE DE PROGRESSO SOCIAL (SPI em inglês) , através de uma entidade que reúne pessoas do calibre de Michael Porter.
Ao invés de medir somente o aumento da produção, o SPI mede 12 indicadores em 3 categorias (Necessidades Básicas, Bem Estar e Oportunidades):
Interessante notar que há claras diferenças entre o PIB per capita e o ranking do SPI. O Brasil, por exemplo, possui um SPI à frente da Rússia, embora tenha um PIB per capita menor. Isso se deve em grande parte pela correlação entre dinheiro e bem estar nem sempre fazer sentido.
Assista ao TED sobre o SPI, que aliás foi gravado no Rio de Janeiro :) (com legendas em Português).
2 de jan. de 2015
6 práticas para despertar seu melhor no SlideShare!
Criei um compilado das 6 práticas postadas aqui no blog nas últimas semanas!
Confira e baixe o arquivo PowerPoint.
Confira e baixe o arquivo PowerPoint.
26 de out. de 2014
Por que os ricos tem menos tempo livre para lazer do que os pobres?
Interessante estudo apresentado na revista The Economist mostra que os ricos estão trabalhando mais do que os pobres.
Em média, uma pessoa com diploma universitário ou formação de pós-graduação tem 8 horas a menos de lazer por semana do que alguém sem diploma de curso superior (dados de trabalhadores norte-americanos de 2005).
Em metrópoles como São Paulo é cada vez mais comum notarmos que há executivos que trabalham 50, 60, 70 horas ou mais por semana. Se há uma conexão entre a pessoa e o trabalho que a deixa feliz, ótimo.
Mas o que dizer do tempo livre para cuidar de saúde, amigos e lazer de uma forma geral? Ou vamos assumir que estas outras áreas da vida não tem importância?
Para as pessoas que enxergam o trabalho apenas como carreira e um meio para ganhar dinheiro e um dia "se libertar", fica o alerta. Os executivos do mundo moderno estão trabalhando cada vez mais.
Why the rich now have less leisure than the poor
FOR most of human history rich people had the most leisure. In “Downton Abbey”, a drama about the British upper classes of the early 20th century, one aloof aristocrat has never heard of the term “weekend”: for her, every day is filled with leisure. On the flip side, the poor have typically slogged. Hans-Joachim Voth, an economic historian at the University of Zurich, shows that in 1800 the average English worker laboured for 64 hours a week. “In the 19th century you could tell how poor somebody was by how long they worked,” says Mr Voth.
In today’s advanced economies things are different. Overall working hours have fallen over the past century. But the rich have begun to work longer hours than the poor. In 1965 men with a college degree, who tend to be richer, had a bit more leisure time than men who had only completed high school. But by 2005 the college-educated had eight hours less of it a week than the high-school grads. Figures from the American Time Use Survey, released last year, show that Americans with a bachelor’s degree or above work two hours more each day than those without a high-school diploma. Other research shows that the share of college-educated American men regularly working more than 50 hours a week rose from 24% in 1979 to 28% in 2006, but fell for high-school dropouts. The rich, it seems, are no longer the class of leisure.
There are a number of explanations. One has to do with what economists call the “substitution effect”. Higher wages make leisure more expensive: if people take time off they give up more money. Since the 1980s the salaries of those at the top have risen strongly, while those below the median have stagnated or fallen. Thus rising inequality encourages the rich to work more and the poor to work less.
The “winner-takes-all” nature of modern economies may amplify the substitution effect. The scale of the global market means businesses that innovate tend to reap huge gains (think of YouTube, Apple and Goldman Sachs). The returns for beating your competitors can be enormous. Research from Peter Kuhn of the University of California, Santa Barbara, and Fernando Lozano of Pomona College shows that the same is true for highly skilled workers. Although they do not immediately get overtime pay for “extra” hours, the most successful workers, often the ones putting in the most hours, may reap gains from winner-takes-all markets. Whereas in the early 1980s a man working 55 hours a week earned 11% more than a man putting in 40 hours in the same type of occupation, that gap had increased to 25% by the turn of the millennium.
Economists tend to assume that the substitution effect must at some stage be countered by an “income effect”: as higher wages allow people to satisfy more of their material needs, they forgo extra work and instead choose more leisure. A billionaire who can afford his own island has little incentive to work that extra hour. But new social mores may have flipped the income effect on its head.
The status of work and leisure in the rich world has changed since the days of “Downton Abbey”. Back in 1899 Thorstein Veblen, an American economist who dabbled in sociology, offered his take on things. He argued that leisure was a “badge of honour”. Rich people could get others to do the dirty, repetitive work—what Veblen called “industry”. Yet Veblen’s leisure class was not idle. Rather they engaged in “exploit”: challenging and creative activities such as writing, philanthropy and debating.
Veblen’s theory needs updating, according to a recent paper from researchers at Oxford University*. Work in advanced economies has become more knowledge-intensive and intellectual. There are fewer really dull jobs, like lift-operating, and more glamorous ones, like fashion design. That means more people than ever can enjoy “exploit” at the office. Work has come to offer the sort of pleasures that rich people used to seek in their time off. On the flip side, leisure is no longer a sign of social power. Instead it symbolises uselessness and unemployment.
The evidence backs up the sociological theory. The occupations in which people are least happy are manual and service jobs requiring little skill. Job satisfaction tends to increase with the prestige of the occupation. Research by Arlie Russell Hochschild of the University of California, Berkeley, suggests that as work becomes more intellectually stimulating, people start to enjoy it more than home life. “I come to work to relax,” one interviewee tells Ms Hochschild. And wealthy people often feel that lingering at home is a waste of time. A study in 2006 revealed that Americans with a household income of more than $100,000 indulged in 40% less “passive leisure” (such as watching TV) than those earning less than $20,000.
Condemned to relax
What about less educated workers? Increasing leisure time probably reflects a deterioration in their employment prospects as low-skill and manual jobs have withered. Since the 1980s, high-school dropouts have fared badly in the labour market. In 1965 the unemployment rate of American high-school graduates was 2.9 percentage points higher than for those with a bachelor’s degree or more. Today it is 8.4 points higher. “Less educated people are not necessarily buying their way into leisure,” explains Erik Hurst of the University of Chicago. “Some of that time off work may be involuntary.” There may also be change in the income effect for those on low wages. Information technology, by opening a vast world of high-quality and cheap home entertainment, means that low-earners do not need to work as long to enjoy a reasonably satisfying leisure.
16 de mai. de 2014
As organizações precisam de uma nova gestão
Estamos em 2014 mas em se tratando da gestão das organizações parece que paramos no tempo.
Pequenas, médias ou grandes empresas sofrem dos mesmos problemas:
- Funcionários desmotivados e sem engajamento com as metas e estratégias da organização;
- Ruim (às vezes péssimo) nível de atendimento aos clientes;
- Produtos/serviços pouco inovadores;
- Corrupção financeira e moral;
Por quê chegamos a este ponto?
Da mesma forma que as escolas continuam educando nossos filhos como faziam há 200 anos atrás, a imensa maioria das empresas ainda é conduzida segundo princípios da Era Industrial.
Em meus 14 anos de vida corporativa, tive 10 chefes diferentes. Embora seja um desafio, esta troca constante de gestores é hoje é uma realidade para muita gente. A cada troca, você precisa se provar, mostrar seu valor. Por outro lado, sempre aprende com os diferentes estilos.
Aliar os aprendizados com outros gestores ao seu próprio processo de auto conhecimento e desenvolvimento profissional é uma das fórmulas para ter uma boa carreira. Este processo nunca pára em bons profissionais. Podem ser sênior em suas funções mas estão sempre aprendendo.
Com base em meus aprendizados ao trabalhar com outras pessoas, leituras e práticas com minhas equipes, desenvolvi um estilo de gestão baseado em 3 pilares: propósito, liderança e execução com excelência.
Logo de início quero dizer que não acredito que estes 3 pilares são a fórmula mágica e o melhor estilo de gestão do Universo. Não acredito nos autores que vendem fórmulas prontas e soluções definitivas. Estes pilares aplicados à gestão de times são apenas o fruto de meus aprendizados e práticas.
PROPÓSITO
É a base de qualquer empresa, equipe ou funcionário com alta performance sustentada (às vezes falamos muito de crescimento a curto prazo, mas o valor está na consistência a longo prazo). Entender e se conectar constantemente com o propósito do negócio e do indivíduo é fundamental para o sucesso.
Como criar uma cultura organizacional que incentive esta conexão com o propósito?
Crie grupos de discussão nas reuniões, indique leituras à respeito da importância do propósito em nossas vidas e para a organização, estimule uma comunicação aberta e transparente sobre o que funciona e principalmente sobre o que não funciona dentro da empresa.
Uma ferramenta essencial para despertar a reflexão sobre o propósito são as perguntas. Aqui vão algumas:
- Qual o legado de nossa organização?
- Se algum dia nossa organização acabar, faremos falta ao mercado? Ou somos apenas mais um player que deixou de existir?
- Do quê me orgulho em fazer parte desta organização?
Um bom caso sobre propósito é estudar o Nosso Credo da Johnson & Johnson, um documento criado em 1943 e que até hoje é discutido, aplicado e utilizado como guia para que a J&J se mantenha fiel ao seu propósito. Não é à toa que a empresa tem sido bem sucedida há mais de 1 século e hoje é a maior empresa de cuidados com a saúde do mundo.
LIDERANÇA
Muito se fala sobre liderança mas na prática a maioria das pessoas ainda vê liderança com a visão e preconceitos do século XX. Para esta mentalidade atrasada liderança é atributo exclusivo de poucos escolhidos, "nascidos para liderar".
No século XXI veremos cada vez mais o conceito moderno de liderança: um mundo no qual TODOS podem ser líderes, independente das funções que ocupam na sociedade ou empresa.
Liderança não significa hierarquia, aliás os melhores líderes são aqueles que conquistam seus times e não impõem as decisões.
As organizações modernas precisam cada vez mais de uma cultura na qual TODOS sejam líderes. Líderes democráticos, que saibam ouvir e trabalhar em equipe. Líderes autênticos, que saibam ter conversar difíceis com suas equipes/pares e ao mesmo crie condições para que os que estão ao seu redor se motivem. Líderes que saibam delegar e desenvolver a liderança nos outros.
E no que se refere à gestão de pessoas, vale a reflexão: você é (ou está se tornando) um bom gerente ou um bom líder?
EXECUÇÃO COM EXCELÊNCIA
Dos 3 pilares, este talvez seja o mais renegado pelas organizações. Muito se fala de liderança e até de propósito. A execução, no entanto, é vista muitas vezes como algo menor, algo a ser feito somente pela base da organização.
Você já parou para pensar qual o percentual daquele plano de negócios que está numa apresentação de PowerPoint que realmente "vai para a rua", ou seja, é executado no dia a dia? Na minha experiência, este número está entre 30 e 40% somente.
Talvez por isso o nível dos produtos e serviços seja tão ruim no Brasil (tanto no setor privado quanto público). Ninguém se preocupa com uma execução de excelência.
Por quê a qualidade da execução é tão baixa no Brasil?
1) A imensa maioria dos funcionários não tem a mínima noção do seu propósito de vida e como isso se conecta com o propósito da organização (se é que a empresa tem um propósito claro);
2) Esta mesma maioria não despertou sua liderança e continua acreditando que chefe = líder;
3) Sem propósito e liderança, como é que teremos uma execução com qualidade? Impossível!
Há organizações que se destacam em termos de execução. Minha recomendação é que você estude estes casos de sucesso (recomendo Natura e Toyota) e busque aplicar os princípios gerais em sua empresa.
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