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11 de ago. de 2017
31 de jul. de 2017
2 TEDs que me fizeram pensar na loucura que é nossa vida atual
Escuto histórias e mais histórias de pessoas gastando milhões para comprar uma casa, fazendo uma dívida enorme por 20-30 ou mais anos.
Será que esta casa dos sonhos vai te trazer a tão desejada felicidade?
Ou será que vai te deixar ainda mais sozinho e centrado nos seus próprios objetivos, sonhos, problemas, no seu próprio ego?
Sim, acho que há sempre um ponto de equilíbrio. Conheço muitas e muitas pessoas que tem a casa própria e uma vida super equilibrada, são em geral felizes, tem qualidade de vida. E também conheço pessoas assim que optaram por morar de aluguel.
Ter ou não a casa própria não é o que nos faz feliz ou infeliz.
Mas confesso que estes dois TEDs que assisti hoje me fizeram pensar na relação em até que ponto estamos nos matando para trabalhar, comprar uma casa enorme a um custo surreal e estamos vivendo cada vez mais centrados em nós, sozinhos...
Se você ainda não ouvi, vai escutar falar sobre este conceito: co-housing. Já imaginou se alguns espaços da sua casa fossem privativos e outros compartilhados?
Saiba mais nos vídeos a seguir (com legenda em Português) e até que ponto viver em casas compartilhadas pode nos fazer ter uma vida melhor.
13 de jul. de 2017
Você já passou por um momento sagrado em sua vida?
Um podcast que escutei estes dias e tocou fundo no meu coração.
Julie Piatt conta um pouco da sua história de vida neste podcast do Jonathan Fields, uma das muitas pessoas brilhantes que está trazendo um impacto positivo no mundo.
Me interessei muito pela noção de momento sagrado em nossas vidas que ela traz: aqueles momentos em que estamos de joelhos, completamente "sem chão". Por mais dor que estes momentos possam trazer, são estas situações que realmente abrem portas para sermos uma versão muito melhor de nós mesmos...
Compartilho a seguir o podcast neste link (versão original em inglês). Aproveitem.
Quais foram os momentos sagrados em sua vida? De que maneira você mudou?
6 de mai. de 2017
Um exercício simples e poderoso para ter uma vida mais em sintonia com seu propósito
Reflexões:
Qual o seu propósito neste mundo?
Que marca você deixará quando se for?
Quais crenças, pessoas ou influências estão te impedindo de ser quem você gostaria de ser?
Exercício:
Diante destas reflexões, defina uma atitude que você irá implementar agora para te ajudar a começar a ter uma vida mais em sintonia com seu propósito.
Exemplos:
"Ter uma vida mais simples, cortar custos para ter mais liberdade de escolhas."
"Mudar meu círculo de amigos e me cercar de pessoas mais positivas ou que me ajudem a desenvolver novas visões de mundo / habilidades / conhecimentos."
"Tirar um ano sabático para repensar o rumo da minha vida."
8 de dez. de 2016
Os 10 posts mais acessados de 2016
2016 foi um ano movimentado por aqui:
> Lançamos o canal do Pessoas e Talentos no Youtube
> Mais um curso online: a nova ciência da Motivação
> O curso online de Psicologia Positiva ultrapassou a marca de 1.600 alunos matriculados!
> Mais um curso online: a nova ciência da Motivação
> O curso online de Psicologia Positiva ultrapassou a marca de 1.600 alunos matriculados!
3 de out. de 2016
De 1944 até os dias atuais
Olha só o que caiu nas minhas mãos hoje (clique na imagem para aumentar o tamanho)...
Por quantas mãos será que ela viajou?
Por quantas mãos será que ela viajou?
E pensar que há pouco de mais de 70 anos, ainda estávamos envolvidos numa Guerra Mundial...
Nos anos 1940 a imensa maioria dos países do mundo era governada por Ditaduras.
Não havia TV, nem se sonhava em algo parecido com a internet. Vivíamos de forma desconectada.
Grande parte da população mundial vivia em áreas rurais.
Poucos eram alfabetizados. Pouquíssimos tinham a chance de chegar a uma Universidade.
Gestão de pessoas, desenvolvimento humano, diversidade, flexibilidade, complexidade. Palavras que soariam estranhas a qualquer um que desse um salto de 1944 para os dias atuais...
Tudo fica mais interessante quando colocamos os acontecimentos em um contexto histórico. Ficamos mais serenos, quando paramos para avaliar não só o momento atual, mas principalmente a evolução que nos fez chegar até aqui e para onde irá nos levar...
Quais habilidades te fizeram ser o que você é hoje?
Quais habilidades te levarão até o futuro?
19 de set. de 2016
Pessoas que valorizam mais o tempo do que o dinheiro são mais felizes...
O que é mais importante? Dinheiro ou tempo?
Interessante pesquisa publicada no jornal The New York Times que discute o assunto.
Pessoas que valorizam mais o tempo do que o dinheiro são mais felizes...
"In our pursuit of happiness, we are constantly faced with decisions both big and small that force us to pit time against money. Of course, sometimes it’s not a choice at all: We must earn that extra pay to make ends meet. But when it is a choice, the likelihood of choosing more time over more money — despite the widespread tendency to do the opposite — is a good sign you’ll enjoy the happiness you seek."
Clique aqui para acessar o texto completo.
Interessante pesquisa publicada no jornal The New York Times que discute o assunto.
Pessoas que valorizam mais o tempo do que o dinheiro são mais felizes...
"In our pursuit of happiness, we are constantly faced with decisions both big and small that force us to pit time against money. Of course, sometimes it’s not a choice at all: We must earn that extra pay to make ends meet. But when it is a choice, the likelihood of choosing more time over more money — despite the widespread tendency to do the opposite — is a good sign you’ll enjoy the happiness you seek."
Clique aqui para acessar o texto completo.
27 de ago. de 2016
Pense nisso antes de fazer seu próximo financiamento
Fatos:
- Tem muita gente infeliz por aí nos seus empregos
- Estamos trabalhando mais do que nossos antepassados
- Estamos consumindo mais do que nossos antepassados
- O consumo de antidepressivos disparou no Brasil e no mundo ocidental nas últimas décadas. Basta dar um Google para comprovar
- Dinheiro não traz felicidade para quem ganha acima de US$ 10 mil por ano. Veja aqui
Em resumo:
- Tem muita gente por aí trabalhando em algo que não gosta, só para pagar as contas no final do mês
Tem solução?
Sim.
- Reduza seu consumo. Viva com o essencial
- Pense várias vezes antes de fazer uma dívida de 30 anos...
O que você prefere? Ter liberdade de procurar seu propósito ou viver para pagar suas contas?
Onde estudar mais o assunto?
http://www.pessoasetalentos.com.br/search/label/Dinheiro
10 de jul. de 2016
Sobre riqueza e o ato de compartilhar
Se você ganha R$ 10 mil por ano, livre de impostos, você já é mais rico do que 77% da população mundial. Confira neste link.
Portanto, você já é rico, mesmo que queira e precise de muito mais.
O fato é que o mundo ainda é muito pobre e desigual...
Mais do que apenas doar dinheiro, roupas e alimentos, quando você irá ensinar e compartilhar o que faz de melhor com os outros?
Quando você vai começar a compartilhar seus talentos com o mundo?
Portanto, você já é rico, mesmo que queira e precise de muito mais.
O fato é que o mundo ainda é muito pobre e desigual...
Mais do que apenas doar dinheiro, roupas e alimentos, quando você irá ensinar e compartilhar o que faz de melhor com os outros?
Quando você vai começar a compartilhar seus talentos com o mundo?
5 de jun. de 2016
O que você pode fazer por um mundo melhor?
1#
Descobrir qual seu nível de riqueza comparado com os outros e quanto você pode doar. Veja na calculadora a seguir:
2#
Conhecer o movimento Giving What We Can, uma organização britânica criada para avaliar:
a. Quais ONGs são mais efetivas na aplicação do dinheiro recebido
b. Quanto você deveria doar, com base na sua renda atual
Segundo estudos feitos pela Giving What We Can, a diferença entre ONGs boas e ruins na aplicação dos recursos recebidos é de mais de 1.000 vezes!!!
Uma das muitas formas de melhorar o mundo é através de doações para ONGs. Mas é preciso doar para as entidades certas e os valores adequados.
E aí, já descobriu que você é mais rico que a grande maioria da população mundial?
Quantas vidas você pode salvar por ano?
19 de mai. de 2016
Aprenda a viver com pouco e nunca terá que ganhar muito
Quantas pessoas você conhece que trabalham apenas para pagar as contas no final do mês?
Será que conquistar a independência financeira e trabalhar naquilo que amamos é apenas um sonho?
...
Viver com propósito, trabalhar naquilo que amamos, ter uma relação saudável com o dinheiro. Tudo perfeitamente possível.
Um dos grandes erros que percebo: conforme o rendimento das pessoas aumenta, o gasto também aumenta. Em pouco tempo, as pessoas se aprisionam a um custo de vida altíssimo e isso limita qualquer mudança de vida, qualquer projeto maior em busca de novos sonhos.
Duas dicas que compartilho:
1# Mantenha a liquidez do seu patrimônio: ao contrário da maioria, sou contra investir grandes somas em imóveis.
Entendo plenamente os motivos de quem compra um apartamento gigante e adora passar o final de semana na casa de praia. Mas o fato é que muitas dessas pessoas não tem um mínimo de dinheiro na conta corrente. Vivem num círculo vicioso de receber o salário e gastar quase tudo no final do mês...
Quando bate uma crise externa (na economia do país, na empresa em que trabalham, etc) ou interna (crise de valores, crise de momento de vida), o que estas pessoas fazem?
Geralmente ficam paralisadas. Afinal, todo seu patrimônio está preso em imóveis (que muitas vezes levam tempo demais para serem comercializados).
Minha recomendação: reserve uma boa parte do seu patrimônio para aplicações financeiras. Diversifique e aplique com consciência, mas evite se prender em imóveis.
2# Controle seus gastos mensais: aprenda a viver com pouco e nunca terá que ganhar muito.
O Minimalismo é um movimento que propõe exatamente isso. Viver com menos e melhor.
Em posts anteriores e no meu curso Felicidade e Bem Estar, mostro que ganhar mais dinheiro não significa necessariamente ter mais felicidade. Isso já foi comprovado por estudos feitos pela Psicologia Positiva.
Como controlar seus gastos?
Anote num caderno, planilha, papel de pão. Não há regra mágica.
Recentemente descobri o aplicativo Money Care. É super fácil de utilizar. Permite que você lance a despesa na hora em seu smartphone e cria gráficos de gastos por categoria. A versão paga custa apenas US$ 2,99 e está disponível nas lojas virtuais.
Persiga seus sonhos. Trabalhar naquilo que você ama, ganhar dinheiro e se relacionar bem com o dinheiro é possível!
Será que conquistar a independência financeira e trabalhar naquilo que amamos é apenas um sonho?
...
Viver com propósito, trabalhar naquilo que amamos, ter uma relação saudável com o dinheiro. Tudo perfeitamente possível.
Um dos grandes erros que percebo: conforme o rendimento das pessoas aumenta, o gasto também aumenta. Em pouco tempo, as pessoas se aprisionam a um custo de vida altíssimo e isso limita qualquer mudança de vida, qualquer projeto maior em busca de novos sonhos.
Duas dicas que compartilho:
1# Mantenha a liquidez do seu patrimônio: ao contrário da maioria, sou contra investir grandes somas em imóveis.
Entendo plenamente os motivos de quem compra um apartamento gigante e adora passar o final de semana na casa de praia. Mas o fato é que muitas dessas pessoas não tem um mínimo de dinheiro na conta corrente. Vivem num círculo vicioso de receber o salário e gastar quase tudo no final do mês...
Quando bate uma crise externa (na economia do país, na empresa em que trabalham, etc) ou interna (crise de valores, crise de momento de vida), o que estas pessoas fazem?
Geralmente ficam paralisadas. Afinal, todo seu patrimônio está preso em imóveis (que muitas vezes levam tempo demais para serem comercializados).
Minha recomendação: reserve uma boa parte do seu patrimônio para aplicações financeiras. Diversifique e aplique com consciência, mas evite se prender em imóveis.
2# Controle seus gastos mensais: aprenda a viver com pouco e nunca terá que ganhar muito.
O Minimalismo é um movimento que propõe exatamente isso. Viver com menos e melhor.
Em posts anteriores e no meu curso Felicidade e Bem Estar, mostro que ganhar mais dinheiro não significa necessariamente ter mais felicidade. Isso já foi comprovado por estudos feitos pela Psicologia Positiva.
Como controlar seus gastos?
Anote num caderno, planilha, papel de pão. Não há regra mágica.
Recentemente descobri o aplicativo Money Care. É super fácil de utilizar. Permite que você lance a despesa na hora em seu smartphone e cria gráficos de gastos por categoria. A versão paga custa apenas US$ 2,99 e está disponível nas lojas virtuais.
Persiga seus sonhos. Trabalhar naquilo que você ama, ganhar dinheiro e se relacionar bem com o dinheiro é possível!
12 de ago. de 2015
Microcasas por uma vida mais simples e livre
Nascer, estudar numa escola em tempo integral, fazer faculdade, trabalhar, casar, comprar uma casa, um carro, outro carro, uma casa de campo, trabalhar até 60 anos para pagar todas as dívidas, se aposentar e morrer.
Será que a vida não pode ser diferente?
Que tal uma vida mais livre? Sem dívidas, sem tantos bens materiais, sem tantos compromissos...Sem tanta pressão para ter que dar certo...
Uma vida em que cada pessoa trabalhe naquilo que ama, uma vida com tempo necessário para desfrutar os momentos preciosos é possível.
Muitos movimentos tem aparecido neste sentido nos últimos anos. Desde o slow food, passando pela vida simples com 100 objetos.
Agora surgem as microcasas. Pode parecer radical para alguns e de fato acho difícil alguém viver com qualidade num espaço de 17m2. Mas de qualquer forma esta reportagem da BBC Brasil nos faz repensar se precisamos mesmo contrair dívidas de 35 anos para comprar uma casa grande para morar...
Afinal, será que é uma casa grande que irá nos trazer felicidade?
Será que a vida não pode ser diferente?
Que tal uma vida mais livre? Sem dívidas, sem tantos bens materiais, sem tantos compromissos...Sem tanta pressão para ter que dar certo...
Uma vida em que cada pessoa trabalhe naquilo que ama, uma vida com tempo necessário para desfrutar os momentos preciosos é possível.
Muitos movimentos tem aparecido neste sentido nos últimos anos. Desde o slow food, passando pela vida simples com 100 objetos.
Agora surgem as microcasas. Pode parecer radical para alguns e de fato acho difícil alguém viver com qualidade num espaço de 17m2. Mas de qualquer forma esta reportagem da BBC Brasil nos faz repensar se precisamos mesmo contrair dívidas de 35 anos para comprar uma casa grande para morar...
Afinal, será que é uma casa grande que irá nos trazer felicidade?
3 de jul. de 2015
Pense nisso
"Muitas pessoas gastam o dinheiro que não ganharam para comprar coisas que não querem, para impressionar pessoas de quem não gostam."
16 de fev. de 2015
Como tem sido sua relação com o dinheiro?
O filósofo John Armstrong defende que o dinheiro em si é neutro, apenas um meio de troca. Nós é que criamos uma série de significados e crenças ligadas ao dinheiro. Entender estas crenças e o quanto elas nos afetam é fundamental para melhorar nossa relação com o dinheiro.
Procure entender quais são suas histórias pessoais e familiares relacionadas ao dinheiro. Em que medida estas histórias e significados que você dá ao $ tem moldado seus hábitos, estilo de vida, auto-imagem e escolhas?
O ciclo do dinheiro* é basicamente:
Trabalho = Dinheiro
Dinheiro = Consumo, experiências
Refletindo sobre este ciclo:
Trabalho = Dinheiro
Como transformamos o trabalho em dinheiro é incrivelmente importante. Que esforço ou atividade você transforma em dinheiro? Em quanto dinheiro você transforma seus esforços e atividades?
A atividade que você transforma em dinheiro lhe dá significado?
Dinheiro = Consumo, experiências
Como transformamos o dinheiro em bens e experiências também é muito importante. Em que bens e experiências você converte o dinheiro? Com que eficiência você faz esta conversão?
Você tem gasto seu dinheiro em bens e experiências que valem a pena?
O ciclo ideal do dinheiro é transformar um trabalho que você ame em posses e experiências de valor perene e verdadeiro.
* Adaptado de "Como se preocupar menos com dinheiro", por John Armstrong, página 54.
23 de jan. de 2015
O PIB não mede o que realmente importa
Já há algum tempo temos discutido aqui no blog o quanto o PIB é um medidor limitado para avaliar o progresso das nações. Na prática ele mede toda a produção, o que inclui carros e construção de prisões, medicamentos e armas letais.
Da mesma forma que mais riqueza não significa necessariamente mais felicidade, um grande PIB não significa países melhores (ex: algumas potências econômicas são ditaduras - China, Rússia, etc).
Qual progresso realmente importa? Somente o econômico?
Diante desta complexidade, foi criado o ÍNDICE DE PROGRESSO SOCIAL (SPI em inglês) , através de uma entidade que reúne pessoas do calibre de Michael Porter.
Ao invés de medir somente o aumento da produção, o SPI mede 12 indicadores em 3 categorias (Necessidades Básicas, Bem Estar e Oportunidades):
Interessante notar que há claras diferenças entre o PIB per capita e o ranking do SPI. O Brasil, por exemplo, possui um SPI à frente da Rússia, embora tenha um PIB per capita menor. Isso se deve em grande parte pela correlação entre dinheiro e bem estar nem sempre fazer sentido.
Assista ao TED sobre o SPI, que aliás foi gravado no Rio de Janeiro :) (com legendas em Português).
Da mesma forma que mais riqueza não significa necessariamente mais felicidade, um grande PIB não significa países melhores (ex: algumas potências econômicas são ditaduras - China, Rússia, etc).
Qual progresso realmente importa? Somente o econômico?
Diante desta complexidade, foi criado o ÍNDICE DE PROGRESSO SOCIAL (SPI em inglês) , através de uma entidade que reúne pessoas do calibre de Michael Porter.
Ao invés de medir somente o aumento da produção, o SPI mede 12 indicadores em 3 categorias (Necessidades Básicas, Bem Estar e Oportunidades):
Interessante notar que há claras diferenças entre o PIB per capita e o ranking do SPI. O Brasil, por exemplo, possui um SPI à frente da Rússia, embora tenha um PIB per capita menor. Isso se deve em grande parte pela correlação entre dinheiro e bem estar nem sempre fazer sentido.
Assista ao TED sobre o SPI, que aliás foi gravado no Rio de Janeiro :) (com legendas em Português).
24 de out. de 2014
As consolações da Filosofia
O que alguns dos maiores filósofos da história tem a nos dizer sobre a impopularidade, a falta de dinheiro, a frustação e as dificuldades?
Este é mais um livro de Alain de Botton, um dos fundadores da inovadora School of Life (agora também presente no Brasil).
Para mim, uma das maiores qualidades de Alain e sua escola, reside na capacidade de fazer a ligação entre a teoria e a prática. Isso se traduz em seus livros de leitura agradável, rápida (e com profundidade) ou nos cursos estilo How To (como fazer), oferecidos pela escola.
Sócrates tem muito a nos dizer sobre acreditar em seus ideais, desafiar o senso comum com seu método de perguntas e permanecer tranquilo diante da setença de morte. Em suas próprias palavras, uma grande lição para os dias atuais:
"Enquanto eu puder respirar e exercer minhas faculdades físicas e mentais, jamais deixarei de praticar a filosofia, de elucidar a verdade e de exortar todos que cruzarem meu caminho a buscá-la [...] Portanto, senhores [...] seja eu absolvido ou não, saibam que não alterarei minha conduta, mesmo que tenha de morrer cem vezes."
Sócrates permaneceu fiel a seus ideais, até o fim.
Neste post falo de Epicuro e sua visão sobre uma vida simples, tema do capítulo 2 do livro.
Mais um grande livro deste autor que está se empenhando em colocar as melhores teorias a serviço de uma vida melhor.
Este é mais um livro de Alain de Botton, um dos fundadores da inovadora School of Life (agora também presente no Brasil).
Para mim, uma das maiores qualidades de Alain e sua escola, reside na capacidade de fazer a ligação entre a teoria e a prática. Isso se traduz em seus livros de leitura agradável, rápida (e com profundidade) ou nos cursos estilo How To (como fazer), oferecidos pela escola.
Sócrates tem muito a nos dizer sobre acreditar em seus ideais, desafiar o senso comum com seu método de perguntas e permanecer tranquilo diante da setença de morte. Em suas próprias palavras, uma grande lição para os dias atuais:
"Enquanto eu puder respirar e exercer minhas faculdades físicas e mentais, jamais deixarei de praticar a filosofia, de elucidar a verdade e de exortar todos que cruzarem meu caminho a buscá-la [...] Portanto, senhores [...] seja eu absolvido ou não, saibam que não alterarei minha conduta, mesmo que tenha de morrer cem vezes."
Sócrates permaneceu fiel a seus ideais, até o fim.
Neste post falo de Epicuro e sua visão sobre uma vida simples, tema do capítulo 2 do livro.
Mais um grande livro deste autor que está se empenhando em colocar as melhores teorias a serviço de uma vida melhor.
1 de jun. de 2014
Brasil: 82% das famílias ganham menos do que R$ 3.390 por mês
Esta pirâmide de distribuição de renda ajuda a explicar muito do que vemos no dia a dia.
Em parte explica por quê votamos tão mal, por quê estamos engatinhando em termos de Cidadania, Ética, Educação e referências culturais de qualidade. Somos o que somos pois a imensa maioria da população ainda está correndo atrás do básico. O básico que se compra com R$ 3.390 por família por mês (ou menos).
Sim, melhoramos muito nas últimas 2 décadas. No entanto, por mais que os governos vendam que já somos o país do futuro, a verdade é que ainda somos um país pobre.
Duas reflexões:
- Em que lugar você está no ranking de renda? A sua posição te fez valorizar mais a sua vida e o que já conquistou até hoje ao invés de continuar apenas querendo cada vez mais?
- Considerando que você deve fazer parte dos 10% mais ricos, qual a sua responsabilidade para fazer do Brasil um país melhor?
Obs: para quem quiser se aprofundar mais no assunto distribuição de renda, li aqui um ótimo comentário sobre o livro O Capital no Século XXI, que está gerando grande debate sobre o tema.
7 de abr. de 2013
No Brasil cada voto custa mais de R$ 20
Quem manda no governo?
Quem elege os candidatos?
O povo, é claro.
Sim, esta é a base de qualquer sistema Democrático. O governo é eleito pelo povo e a ele deve representar.
Infelizmente não é isso que as eleições brasileiras traduzem.
Você se sente representado por Renan Calheiros e José Sarney? Ou por Paulo Maluf e Anthony Garotinho?
Por quê estes velhos nomes continuam a ganhar eleições?
Eles, como a imensa maioria do Congresso Nacional, entenderam que só é possível ganhar uma eleição com dinheiro. Muito dinheiro.
Com dinheiro nas mãos você consegue fazer a campanha que quiser para convencer (ou no caso dos nomes acima, enganar) seu eleitor.
Nas eleições de 2012 cada voto custou R$ 20,41. Em 2002 este custo era de apenas R$ 1,31 por voto, segundo a ONG Transparência Brasil. Um aumento de 1458% em 10 anos, enquanto que a inflação acumulada no período foi pouco superior a 50%.
Este TED mostra a faceta do problema sob a ótica dos EUA. Lá, como aqui, o financiamento de campanhas políticas também é privado (no Brasil há um modelo misto, pois os partidos também recebem verbas do fundo partidário, que é financiado pelo orçamento da União).
Nos EUA, apenas 132 indivíduos ou organizações financiaram 60% de todo o gasto da última eleição para eleger o Congresso Norte-Americano.
A classe política gasta hoje grande parte de seu tempo correndo atrás dos financiadores de campanha, para garantir que possam ficar mais 4 ou 8 anos no poder.
Hoje em dia, quem verdadeiramente elege a imensa maioria dos políticos são os financiadores e seus interesses particulares.
Chegou a hora de mudarmos isso. Somente com um sistema de financiamento transparente e com rigoroso limite de valor doado por pessoa é que teremos novamente um governo a serviço do povo.
Controle o quanto seu candidato recebeu em cada eleição e cobre seu Deputado e Senador por uma reforma política que contemple a alteração do financiamento das campanhas políticas.
Quem elege os candidatos?
O povo, é claro.
Sim, esta é a base de qualquer sistema Democrático. O governo é eleito pelo povo e a ele deve representar.
Infelizmente não é isso que as eleições brasileiras traduzem.
Você se sente representado por Renan Calheiros e José Sarney? Ou por Paulo Maluf e Anthony Garotinho?
Por quê estes velhos nomes continuam a ganhar eleições?
Eles, como a imensa maioria do Congresso Nacional, entenderam que só é possível ganhar uma eleição com dinheiro. Muito dinheiro.
Com dinheiro nas mãos você consegue fazer a campanha que quiser para convencer (ou no caso dos nomes acima, enganar) seu eleitor.
Nas eleições de 2012 cada voto custou R$ 20,41. Em 2002 este custo era de apenas R$ 1,31 por voto, segundo a ONG Transparência Brasil. Um aumento de 1458% em 10 anos, enquanto que a inflação acumulada no período foi pouco superior a 50%.
Este TED mostra a faceta do problema sob a ótica dos EUA. Lá, como aqui, o financiamento de campanhas políticas também é privado (no Brasil há um modelo misto, pois os partidos também recebem verbas do fundo partidário, que é financiado pelo orçamento da União).
Nos EUA, apenas 132 indivíduos ou organizações financiaram 60% de todo o gasto da última eleição para eleger o Congresso Norte-Americano.
A classe política gasta hoje grande parte de seu tempo correndo atrás dos financiadores de campanha, para garantir que possam ficar mais 4 ou 8 anos no poder.
Hoje em dia, quem verdadeiramente elege a imensa maioria dos políticos são os financiadores e seus interesses particulares.
Chegou a hora de mudarmos isso. Somente com um sistema de financiamento transparente e com rigoroso limite de valor doado por pessoa é que teremos novamente um governo a serviço do povo.
Controle o quanto seu candidato recebeu em cada eleição e cobre seu Deputado e Senador por uma reforma política que contemple a alteração do financiamento das campanhas políticas.
22 de fev. de 2013
Ser escravo do dinheiro não tem preço
Almoço: R$ 60
Estacionamento: R$ 30
Cinema: R$ 25
Teatro: R$ 80
Escola das crianças: R$ 1.500
Apartamento novo: R$ 1,3 milhão
Ser escravo do dinheiro não tem preço. :)
Será que está ficando impossível viver em São Paulo e nas grandes metrópoles brasileiras?
Às vezes acho que sim.
Tenho lutado para não cair nesta armadilha.
Faz 3 anos que não troco meu laptop.
Enquanto a Apple está lançando o iPad 4 estou feliz com meu geração 1.
Um dos planos para 2013 é aprender a cozinhar para me livrar aos poucos do vício por restaurantes.
A busca por lazer e atrações culturais a bons preços é sempre um desafio. Uma dica é o Catraca Livre. Uma excelente opção para quem busca cultura e lazer de qualidade e a preços acessíveis (ou gratuitos).
Pode parecer impossível mas tem gente que vive com pouco e é feliz (talvez mais do que você).
10 de jan. de 2013
Como a classe média brasileira se tornou escrava
Uma reflexão essencial para questionar nossos hábitos de consumo no dia a dia.
Também notei claramente esta diferença entre a classe média britânica e a brasileira durante o período em que morei no Reino Unido.
Obs.: obrigado ao Fábio Oliveira por compartilhar.
Também notei claramente esta diferença entre a classe média britânica e a brasileira durante o período em que morei no Reino Unido.
Obs.: obrigado ao Fábio Oliveira por compartilhar.
Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos
Adriana Setti
No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.
No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.
Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.
Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando (por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em apartamento próprio e quase nunca viajavam.
Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”, me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo – da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram em coisas prazerosas e gratificantes.
Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer necessidade do dia a dia.
Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina, a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.
Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram assim os custos fixos e, mais leves, tornaram-se mais portáteis (este ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda mais simples).
Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros: o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.
Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio (essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a “vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.
Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano (enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para manter o padrão).
É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são mestres na arte dosavoir vivre e sabem muito bem como pilotar um fogão e uma vassoura.
PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema” que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor. Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as elites mal-acostumadas no Brasil.
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